Você percebeu as Borboletas caindo na página do Araripina em Foco?

26/10/2015 15h17
O mês de outubro é mês em
que se trabalha todo um movimento em campanha para prevenção contra o câncer de
mama. O nosso site Araripina em Foco entra na campanha sempre, fazemos o que for possível para ajudar
a divulgar todas as informações sobre a prevenção e as formas que o câncer mais
atua.
Para fechar o mês o Araripina em Foco trás mais uma novidade, borboletas cor de Rosa caindo na página do site, simbolizando o Outubro Rosa.
Estatísticas  
Autoexame mensalmente e
aparelhos com tecnologia avançada, são as armas para você detectar nódulos
mamário. Nódulos e tumores dividem com a forma estética o centro das atenções
femininas. Você mesma já deve ter se deparado diante do espelho, pensando se
poderia aumentar (ou diminuir) o tamanho de seus seios, ou deve ter ficado
apavorada com a presença de um “caroço” estranho em um deles.
O câncer de mama é um sério
problema de saúde pública em todo o mundo. Portanto, não é à toa que as
inovações surjam a todo instante nesta área. Do mais avançado aparelho para
detectar um núdulo mamário, as modernas técnicas de tratamento e drogas
anticâncer e o desenvolvimento de novas próteses com menos riscos e efeitos
colaterais.
Apesar de toda a evolução
tecnológica, da criação de aparelhos que detectam tumores malignos ainda em
estágio inicial (tomossíntese), o mais avançado atualmente, da descoberta de
novos medicamentos e do avanço da medicina genética, uma das principais causas
de morte de mulheres no Brasil ainda continua sendo os tumores malignos de
mama. No entanto, este tipo de doença, se for detectada precocemente, tem
elevados índices de cura, algumas vezes chegando perto de 100%.
Dados do Instituto Nacional
do Câncer (INCa) revelam que as taxas de mortalidade por câncer de mama no
Brasil continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é
diagnosticada em estágio avançado. O câncer de mama é o que mais afeta as
mulheres e, se descoberto cedo, as chances de cura chegam a até 95% dos casos.
As estatísticas apresentam
um aumento significativo dos tumores de mama a partir dos 35 anos de idade. Os
números crescem de acordo com a elevação da faixa etária. Ou seja, a doença é
mais freqüente em mulheres entre os 40 e 70 anos. E o diagnóstico em estágio avançado
é um dos principais fatores para a alta taxa de mortalidade. Mais de 70% dos
casos no Brasil são diagnosticados tardiamente, quando o tumor atingiu mais de
5 centímetros. Neste estágio, apenas 30% das mulheres são curadas e é
necessária a retirada da mama. Se o diagnóstico é feito quando a lesão ainda
for palpável, o índice de cura atinge os 100%, sem necessidade de amputação
mamária. Esse número já diminui um pouco no estágio em que o “caroço” pode ser
detectado por meio da apalpação, ou seja, com lesões pequenas, de até 1,0 a 1,5
centímetros, onde cerca de 70 a 80% das mulheres são curadas.
O fator hereditário é
responsável por 5% entre as várias causas de doenças mamárias malignas. A
melhor forma de avaliar sua propensão genética a ter um destes tumores no seio
é fazer o heredograma, que também é conhecido como árvore genealógica ou
pedigree. A partir da observação de casos em sua família (irmãs, tias, mãe ou
avó), é possível avaliar a predisposição de se vir a ter a doença. Uma família
em que a mãe já teve câncer de mama antes da menopausa, o ideal é que a filha
comece com tratamento preventivo 10 anos antes da idade em que a mãe apresentou
aquele câncer, Exemplo: se sua mãe apresentou um câncer de mama diagnosticado
aos 39 anos, o ideal é que comece seu exame preventivo aos 29 anos. Mas não são
todos os cânceres de mama que tem origem genética. Uma das características do
câncer hereditário é o aparecimento em idade jovem antes da menopausa, câncer
de mama atingido as duas mamas, câncer de mama em homem e câncer de mama e
ovário em mais de três gerações.
A Tomossíntese é um
equipamento avançado de última geração com imagem tridimensional. Atualmente é
o método mais moderno para diagnóstico do câncer de mama. Ele possibilita
observar o tecido mamário em várias imagens, o que antes não era possível na
mamografia digital. “Essa técnica permite ao médico uma grande ampliação e
visualização de deformações antes escondidas. A diferença entre as imagens
feitas pela mamografia digital e a Tomossíntese, podem ser comparados à
diferença de uma imagem 2D para uma de 3D”, diz o mastologista Henrique Alberto
Pasqualette, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher (Cepem), do
Rio.
Segundo o especialista, essa
tecnologia avançada elimina a superposição de tecidos, melhora a visualização
dos contornos das lesões e aumenta entre 10% e 15% a detecção da doença, de
acordo com estudos iniciais. “Permite também ao médico, ampliar sua capacidade
de visualizar alterações antes escondidas nas imagens em 2D. Isso representa um
resultado de até 85% de acertos em relação aos equipamentos mais modernos e
diminui o número de biópsias desnecessária para confirmação de diagnóstico”,
esclarece o especialista.
Mesmo que a mulher não tenha
histórico de câncer de mama na família, ela deve fazer sempre o autoexame e,
depois dos 35 anos, mamografias periódicas. Os médicos dizem, porém, que, com
histórico familiar de câncer, os cuidados devem ser redobrados. Nesse caso,
entre os 35 e 40 anos, a mulher deve fazer uma mamografia de base para futuras
duas mamografias. Depois dos 40, no entanto, o exame deve passar a ser feito
anualmente.
Henrique Alberto Pasqualette
Diretor do Centro de Estudos
e Pesquisas da Mulher

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro