Vacina contra o zika não fica pronta em menos de dois anos, afirma ministro

Por - 12/01/2016
O Ministro da Saúde,
Marcelo Castro, disse na segunda-feira (11) que a grande aposta contra o vírus
Zika é o desenvolvimento de uma vacina. No entanto, reconheceu que a conclusão
dos estudos sobre o imunizante deve demorar pelo menos dois anos.
O prazo será menor que o
tempo para a elaboração da vacina contra a dengue, que demorou cerca de 20 anos
para ser concluída e combina proteção contra quatro sorotipos do vírus. A
vacina contra o Zika, que está relacionado à ocorrência de microcefalia,
protegerá contra um.
“Estamos estudando,
contactando, agindo”, disse o ministro em conversa com jornalistas no
Ministério da Saúde na tarde de ontem (11). “Enquanto a vacina não vem, o
importante é não deixar o mosquito [Aedes aegypti] nascer, porque quando ele
nasce é um perigo ambulante”.
Prevenção
Castro citou um modelo de
combate ao Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue, da febre chikungunya e do
vírus zika, usado no município de Água Branca, no Piauí, que, segundo ele, é
“simples e eficiente”. Os agentes de saúde da cidade saem de casa em casa
procurando focos do mosquito e colam selos vermelhos nas portas das residências
onde são encontrados criadouros. As casas livres de Aedes aegypti recebem um
selo verde.

“Aquilo fica exposto e
todo mundo quer ter o selo verde. Foi uma mobilização muito grande na cidade e
todo mundo fez o dever de casa para que, quando o agente voltasse, já tivesse
tudo cumprido para receber o selo verde”, disse o ministro. Em 2015, o município
piauiense registrou quatro casos de dengue. Em todo o Piauí, foram mais de 7,5
mil casos da doença. (fonte: ABr/foto reprodução)