InícioAraripina em FocoTemer e Cunha são rejeitado por grupos pró e contra Dilma, diz...

Temer e Cunha são rejeitado por grupos pró e contra Dilma, diz Datafolha

SÃO PAULO – Um possível
governo do vice-presidente Michel Temer é rejeitado por manifestantes
favoráveis e contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, segundo
pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda-feira pelo jornal “Folha de
S.Paulo”. O levantamento indica que 54% dos entrevistados na avenida
Paulista, onde no domingo os anti-Dilma se reuniram para assistir à votação na
Câmara, disseram ser favoráveis ao impeachment de Temer também.
A maioria dos
manifestantes (68%) também acredita que a gestão de Temer será regular ou
ruim/péssima. O levantamento mostrou ainda que 94% acreditam que a presidente
deixará o cargo. O instituto estimou que 250 mil pessoas participaram do ato e
ouviu 2.078 pessoas.
Já entre aqueles que são
contra o afastamento de Dilma e se reuniram no Vale do Anhangabaú, centro da
capital paulista, a rejeição do vice-presidente é ainda maior: 79% dos
entrevistados defendem o afastamento dele e 88% acreditam que seu governo será
ruim ou péssimo. Do total de entrevistados, 77% consideram que ela não acabará
de fato afastada. De acordo com o Datafolha, 42 mil pessoas estiveram presentes
no protesto e ouviu 1.147 pessoas.
REJEIÇÃO A CUNHA
A rejeição do presidente
da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também foi grande nas duas
manifestações: na mobilização favorável à presidente, 94% disseram apoiar o
afastamento de Cunha.
Já na avenida Paulista 87%
declararam apoio a saída do parlamentar, que presidiu a sessão que decidiu pelo
prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma.
PERFIL DOS MANIFESTANTES
De acordo com o Datafolha,
tanto na Paulista quanto no Anhangabaú, o perfil dos presentes era elitizado.
No ato que pediu o impeachment da presidente, 31% dos entrevistados declararam
ter renda superior a dez salários mínimos, enquanto na população do município o
índice é de 11%.
Já na mobilização a favor
da presidente, 61% declararam que possuem curso superior, enquanto em São Paulo
o índice é de 28%.
RELACIONADOS