quarta-feira, outubro 20, 2021
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Temer deve definir nesta terça-feira com ministros meta fiscal para 2017


Do G1 de Brasilia l AF Política l Foto: divulgação

O presidente da República
em exercício, Michel Temer, pretende definir nesta terça-feira (5) junto com a
equipe econômica a proposta de meta fiscal para 2017, informaram auxiliares do peemedebista
nesta segunda (4).
Segundo integrantes do
governo, a avaliação no Palácio do Planalto é que, se forem mantidos, por
exemplo, os R$ 170,5 bilhões de déficit previstos para este ano, isso já
mostraria uma “estabilização” do rombo fiscal.
“Em 2015 foram R$ 115
bilhões de déficit. Depois [neste ano, são estimados] R$ 170 bilhões. Se em
2017 for os mesmos R$ 170 bilhões, isso é bom ou ruim? […] [O déficit das
contas públicas] vem vindo em um crescimento exponencial. Se a gente conseguir
estabilizar [em 2017], já será uma grande vitória. Agora, é claro que a
pretensão de todo o grupo é [o rombo] ser menor”, declarou nesta
segunda-feira um dos conselheiros políticos mais próximos do presidente em
exercício, sob a condição de anonimato.
Embora ainda não haja
confirmação oficial, a expectativa entre auxiliares de Temer é que o presidente
em exercício convoque o recém-criado Núcleo Econômico do governo nesta terça,
do qual participam, entre outros ministros, Eliseu Padilha (Casa Civil), Henrique
Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (interino do Planejamento).
No mês passado, Dyogo
Oliveira já havia dito que o governo enviaria ao Congresso Nacional um projeto
revisando a meta fiscal para o ano que vem – conforme a projeção inicial,
enviada em abril ainda no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, a meta
fiscal no ano que vem será zero.
O chefe interino do
Planejamento disse também que a revisão trará uma meta negativa, embora, à
época, ele não tenha dito o montante. Dyogo Oliveira declarou ainda que o novo
projeto não irá prever previsões de abatimentos.
Nova
meta para 2016

Até maio deste ano, o
Executivo vinha trabalhando com uma previsão de déficit de R$ 96,6 bilhões nas
contas públicas.
Com o afastamento da
presidente Dilma Rousseff em razão do processo de impeachment, a nova equipe
econômica, que assumiu o governo com Temer, apresentou uma nova estimativa, de
R$ 170,5 bilhões, aprovada pelo Congresso Nacional.
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