Supremo autoriza terceiro inquérito para investigar Cunha na Lava Jato

08/03/2016 14h11
O ministro Teori Zavascki,
do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um terceiro inquérito no
Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente da Câmara dos
Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no âmbito da Operação Lava Jato, que apura
um esquema de corrupção na Petrobras.
Zavascki atendeu ao pedido
do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que quer saber se o deputado
cometeu crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
A suspeita da PGR é de que
o parlamentar tenha solicitado e recebido propina do consórcio formado por
Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia – que atuava na obra do
Porto Maravilha – no montante de cerca de R$ 52 milhões.
Os recursos seriam
vantagens indevidas pela aquisição de títulos da prefeitura do Rio de Janeiro
pelo Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS). Segundo as investigações, Cunha
era próximo do então vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, que integrava o
conselho curador do FGTS. O dinheiro do fundo seria utilizado para permitir as
obras do porto.
Além de abrir o inquérito,
o ministro Teori Zavascki também autorizou a coleta de provas.
A investigação da
Procuradoria se baseia nas delações premiadas dos empresários da Carioca
Engenharia Ricardo Pernambuco Júnior e do pai dele Ricardo Pernambuco.
Os dois citaram, além de
Cunha, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o doleiro Mário Góes – as
citações sobre os dois são apuradas no Paraná.
Conforme os delatores,
Cunha teria recebido propina no valor de 1,5% dos títulos comprados pelo
FI-FGTS, paga em 36 parcelas. A primeira transferência de dinheiro teria sido
feita no Israel Discount Bank no valor de quase US$ 4 milhões.
Para Rodrigo Janot, as
informações apresentadas pelos dois são “robustas” e fundadas, além de
depoimentos, em documentos bancários que comprovam transferências, extratos de
contas na Suíça, emails e anotações. (fonte: G1)

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro