O Sinjope vem denunciar a realidade das (os) trabalhadoras(es) do Diario de Pernambuco, que enfrentam um dos piores momentos da história recente do jornal. A soma dos salários atrasados equivale a quase seis meses de trabalho para jornalistas, diagramadores e demais categorias, sejam celetistas ou prestadores de serviços da empresa.

E o que costumam receber mensalmente chega a conta-gotas. Ao invés de duas vezes como é acordado, um adiantamento, no dia 20, e os proventos propriamente ditos, no quinto dia do mês subsequente ao trabalhado, os pagamentos ocorrem em três, quatro, cinco parcelas… Mesmo assim, nem sempre o recebido quita a totalidade de um salário.

Dos salários atrasados, um e meio é “herança” da administração do Grupo R2, dos irmãos Alexandre e Maurício Rands, relativos aos meses de agosto e setembro de 2019.

Junta-se a estes os débitos da atual gestão, presidida pelo empresários Carlos Frederico Vital: parte da segunda parcela do 13º salário de 2020, cujo valor deveria ser quitado até 20 de dezembro, além de oito quinzenas com vencimentos de janeiro a abril deste ano.

Apesar dos atrasos, o jornal continua sendo levado aos leitores. Mas não tem sido fácil. Jornalistas e diagramadores, aos quais este Sinjope representa, se desdobram para o veículo circular e, mais ainda, para pagar as contas pessoais. A realidade é de mensalidade escolar dos filhos, aluguel e contas de energia elétrica, água e telefone atrasados.

A menos de cinco anos de completar dois séculos, o Diario de Pernambuco divulga o que ocorre no mundo fora de suas quatro paredes. O que acontece dentro delas, com as duras consequências para as(os) trabalhadoras(es), a sociedade pouco ou nada conhece.

É este quadro de salários atrasados, de não depósito do FGTS e do INSS, que o Sinjope vem denunciar e reafirmar o compromisso de luta para garantir os direitos e a dignidade das(os) trabalhadoras(es).

Recife, 24 de abril de 2021
Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco (Sinjope)