Silvio defende Pacto pela Saúde de Pernambuco

Por - 09/06/2016

 O
deputado estadual Silvio Costa Filho voltou a sugerir nesta quarta-feira (08) a
criação do Pacto da Saúde. A proposta foi retomada por ele nesta quarta-feira
(08) durante audiência na Assembleia Legislativa na qual foi apresentado o
balanço quadrimestral dos indicadores do setor em Pernambuco.

“Precisamos
unir forças para evitar o colapso da saúde pública no Estado. O assunto é uma
prioridade para a população e uma bandeira que une a todos. Queremos elaborar
uma agenda conjunta independente de coloração partidária envolvendo a Alepe,
prefeituras, governos estadual e federal, senadores e entidades da área, como o
Sindicato dos Médicos e o Conselho Regional de Medicina. Propusemos isso em
outra oportunidade e não entendemos o porquê de o Governo do Estado não ter
aceitado e respondido com o silêncio”, comentou.
Na
tribuna, o parlamentar criticou duramente a situação do sistema público no
estado. Ele questionou tanto as prioridades da gestão como a falta de conservação
da estrutura já existente, a degradação de centros de pronto-atendimento que
sequer chegaram a ser inaugurados e o grande aporte de recursos em iniciativas
que não revertem em melhorias para a população.
“A
gestão investiu mais de R$ 400 milhões com a Arena Pernambuco, cerca de R$ 50
milhões em cargos comissionados por ano e aproximadamente R$ 50 milhões em
consultorias. É preciso elencar prioridades. O que é mais importante: fazer a
manutenção do empreendimento em São Lourenço da Mata ou não faltar medicamentos
nem profissionais para a população?”, ressaltou.
A
UPA existente no Arruda, no Recife, foi citada pelo parlamentar como unidade
atualmente se deteriorando sem nunca ter prestado nenhum atendimento à
população. Situação similar ocorre com as UPAEs de Abreu e Lima e Carpina, que
não cumprem plenamente as funções para as quais foram executadas.
Silvio
comentou também a construção de mais um centro de grande porte, como o Hospital
da Mulher, que, segundo ele, virou uma bandeira de marketing, sem que seja dada
a devida atenção para as demais unidades públicas. “Visitamos várias
maternidades e é um desespero. Vimos o fechamento de várias unidades na Região
Metropolitana do Recife e nenhuma agenda para ampliar e melhorar a prestação do
serviço. O que de fato se fez nessa gestão?”, enfatizou.