Servidores do Detran-PE decidem manter greve por tempo indeterminado

05/04/2016 13h35
Os servidores do
Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) decidiram, em
assembleia realizada na manhã de ontem segunda-feira (4), manter a greve da
categoria por tempo indeterminado. A paralisação já dura um mês. Segundo o
sindicato que representa os trabalhadores, todos os serviços continuam
suspensos. Alguns atendimentos ainda eram realizados nos primeiros dias de
mobilização, mas foram completamente paralisados na semana passada. O órgão
afirmou que vai analisar caso a caso quando a greve acabar.
Não há negociação prevista
com o Governo de Pernambuco, que afirma que o diálogo só será aberto com o fim
da greve.
Antes mesmo de começar, no
dia 4 de março, o movimento foi considerado ilegal. A Justiça determinou que,
se a ordem para retomar o serviço não fosse cumprida, o sindicato teria que
pagar uma multa diária de R$ 80 mil – inicialmente era de R$ 30 mil, mas o
valor aumentou posteriormente.
A categoria tem três
reivindicações principais. Os servidores reclamam que nenhum reajuste salarial
foi dado no ano passado e afirmam ter perdas de mais de 30% nos últimos dez
anos. “Há novas taxas, acrescentando R$ 200 milhões à receita e dizem que não
têm dinheiro para repor as perdas dos trabalhadores”, reclamou o presidente do
sindicato, Alexandre Bulhões, no início da greve.
Queixas

A conta não bate com a do
Detran-PE, no entanto, que afirma que, no mesmo período, houve um acréscimo de
88% acima da inflação. O presidente do órgão, Charles Ribeiro, ressaltou que,
devido à crise, a manutenção dos salários, sem reajustes, segue uma tendência
de todos os setores do Estado. Os trabalhadores se queixam ainda sobre o plano
de cargos e carreiras. Os servidores reconhecem que o acordo de reclassificar
366 deles foi cumprido no fim do ano passado, mas se queixam que não houve, até
agora, o pagamento dos valores retroativos a março. (fonte: NE10)

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Allyne Ribeiro