Senadores já admitem rever voto pelo impeachment de Dilma

Por - 31/05/2016
Diante da crise política
que atinge o governo interino de Michel Temer, os senadores Romário (PSB-RJ) e
Acir Gurgacz (PDT-RO), que votaram pela abertura do processo de impeachment da
presidente Dilma Rousseff, admitem agora a possibilidade de rever seus votos no
julgamento final, que deve ocorrer até setembro.
Segundo informações do
Extra, o Senado abriu o processo de impeachment com o apoio de 55 senadores e,
para confirmar essa decisão no julgamento de mérito, são necessários 54 votos.
Portanto, caso os dois senadores mudem os votos, e os demais parlamentares
mantiverem suas posições, a cassação definitiva de Dilma Rousseff poderá ser
evitada.
De acordo com a
publicação, a mudança ocorreu depois dos novos acontecimentos políticos
provocados pelos grampos do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.
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“Meu voto foi pela
admissibilidade do impeachment, ou seja, pela continuidade da investigação para
que pudéssemos saber se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade.
Porém, assim como questões políticas influenciaram muitos votos na primeira
votação, todos esses novos fatos políticos irão influenciar também. Meu voto
final estará amparado em questões técnicas e no que for melhor para o país”,
disse Romário ao GLOBO ontem.
O PT vai usar, na defesa
de Dilma na comissão do impeachment, a conversa de Machado com o senador Romero
Jucá (PMDB-RR), em que o então ministro do Planejamento diz que a aprovação do
impeachment de Dilma poderia “estancar a sangria”. A interpretação é que o
objetivo do impeachment era interromper as investigações da Lava-Jato, que
atinge vários integrantes da cúpula do PMDB.