Renan decide ignorar Maranhão e seguir com impeachment

Por - 09/05/2016
O presidente do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL), disse na tarde desta segunda-feira a senadores que
participaram da reunião de emergência convocada por ele que dará prosseguimento
ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, ignorando a
decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA).
A avaliação de Renan,
conforme relatos dos parlamentares presentes ao encontro, é de que o ato de
Maranhão foi “ilegal” e “intempestivo”. Ele disse ainda aos
senadores que a Câmara não poderia tomar a decisão de anular a sessão em que
367 deputados deram aval ao prosseguimento do processo de impeachment para o
Senado quase 30 dias após a votação da admissibilidade – muito menos quando o
Senado está prestes a deliberar sobre o tema. “O presidente do Senado
disse que é uma decisão contra a qual não caberia recurso quase 30 dias depois.
Isso deveria ter sido analisado 48 horas após a sessão”, afirmou o senador
Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ao deixar a reunião emergencial.

Na reunião de líderes, PT
e PCdoB fizeram apelos para que a decisão de Waldir Maranhão fosse cumprida,
mas Renan não cedeu. Com isso, a leitura do parecer da comissão especial que,
na última sexta-feira, deu aval para o seguimento do processo contra Dilma será
feita ainda hoje, abrindo prazo de 48 horas para que o plenário do Senado
julgue se abre processo contra a petista – decisão que, se tomada, afasta a
presidente do cargo por 180 dias.