Quatro pessoas ligadas ao terror pediram credencial para Rio-2016

18/07/2016 12h46
Com a suspensão das faixas
que atendem os mais pobres, o Minha Casa Minha Vida vai deixar de gerar R$ 70
bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) em três anos, até 2018. Desde que a
terceira etapa do programa começou, em janeiro de 2016, a população que mais
precisa ficou de fora, de acordo com informações do Estadão.
Segundo o jornal, as
contratações da faixa 1, que beneficia as famílias que ganham até R$ 1,8 mil,
estão suspensas desde 2015 e não foram retomadas. A faixa 1,5 – que
contemplaria famílias que ganham até R$ 2.350 por mês – sequer chegou a sair do
papel.
Ainda de acordo com a
publicação, a suspensão de novas contratações e a paralisia das obras do
programa atingem 6,1 milhões de famílias em todo o Brasil, número estimado para
os que precisam de moradia digna. O programa foi criado, em 2009, justamente
para combater o déficit habitacional, mas a interrupção do programa deve
reverter a tendência favorável dos últimos anos.
Além do aspecto social de
atendimento da demanda habitacional da população de baixa renda, a paralisia do
programa tem efeito econômico. No caso do emprego, se o programa seguir sem as
duas faixas vão deixar de ser geradas 1,3 milhão de vagas, das quais 660 mil
diretamente nas obras e outras 682 mil ao longo da cadeia, segundo o estudo
“Perenidade dos programas habitacionais”, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O jornal afirma ainda que
em momento de frustração de recursos para o cumprimento das metas fiscais, a
descontinuidade dessas duas faixas também afetaria a arrecadação em R$ 19
bilhões nos três anos. Se o programa todo parasse (incluindo as faixas 2 e 3,
direcionadas para famílias com renda de até R$ 3,6 mil e R$ 6,5 mil,
respectivamente), o impacto total seria da ordem de R$ 145,7 bilhões ao longo
do período das obras, estimado em três anos. Esse valor corresponderia a 2,5%
do PIB.

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro