PT pede que militância não vá às ruas no domingo 13

09/03/2016 22h06
A quatro dias dos
protestos previstos contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, o líder do
Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), conclamou a militância do PT e os
demais apoiadores do Governo Federal a não saírem às ruas no próximo domingo
para se manifestarem.
Em discurso no plenário do
Senado nesta quarta-feira (9), o parlamentar afirmou que não é interesse do
Governo e do partido que haja violência e incitação ao ódio.

“Parte da mídia e da
oposição quer confronto no próximo domingo. Eles querem um cadáver para
encontrar mais argumentos para sua retórica destrutiva. Porém, não daremos esse
cadáver a eles”, disse. “É importante que as forças de esquerda e entidades da
sociedade civil não aceitem qualquer provocação”.
Costa reiterou a posição
do presidente do PT, Rui Falcão, que pediu para que a população a favor da
presidenta não se manifeste no domingo.
“Temos os dias 18 e 31 de
março para fazê-lo. Não vamos dar a eles, que pregam a violência e o ódio,
pretextos para nos acusarem”, disparou.
Segundo Humberto Costa, a
presidente, que apresenta-se como detentora de uma história marcada por lutas
em favor da democracia e das liberdades, seria vítima agora de violência
política, carreada por aqueles que não aceitam a sua incontestável vitória nas
urnas pelo voto popular e pretendem derrubá-la na marra.
“Essa violência política
praticada contra Dilma não serve ao país nem ilustra a nossa democracia. A
estatura política da oposição pode emergir das urnas em outubro e não do
tapetão por meio do qual quer apear uma mulher legitimamente eleita e contra a
qual não pesa qualquer acusação que lhe macule a honra”, disse.
“Dilma, que já foi presa
covardemente pelo Estado e torturada pelos agentes estatais no período da
ditadura militar, não merece esse tipo de violência política a que vem sendo
submetida”.
O parlamentar afirmou que,
seja por conveniência política, seja por puro preconceito à sua condição de
mulher, essa conduta de agressão por parte dos seus opositores – muitas vezes
permeadas por palavras de baixo calão, que reduzem e humilham a própria condição
feminina – não pode ter mais vez neste país.
“É uma campanha engendrada
em várias frentes – política, jurídica, midiática – sem se atentar para o fato
de que se está vitimando o país com essa crise alimentada diuturnamente por
gente interessada nas satisfações de seus caprichos eleitorais”, disse. Do Jamildo

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Allyne Ribeiro