AFNEWS Luis Robayo
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Nas cidades de Bogotá, Medellín (noroeste), Cali (sudoeste) e Barranquilla (norte)-Colômbia- habitantes se reúnem para protestar contra a reforma tributaria apresentada por Iván Duque (presidente do país) ao congresso no dia 15 de abril, que visava arrecadar cerca de 6,3 bilhões de dólares entre 2022 à 2031 para resgatar a economia do país, que é a quarta maior da América do Norte. Entre o que é citado na reforma estão impostos sobre vendas de alimentos, serviços públicos e gasolina e a expansão do imposto de renda. O país teve uma queda de desempenho o pior em meio século, o Produto Interno Bruto (PIB) do país despencou 6,8% em 2020 e o desemprego subiu para 16,8% em março, diante desta situação pandêmica.

O governo apresentou a reforma tributária ao Congresso em 15 de abril como uma medida para financiar os gastos públicos na quarta maior economia da América Latina. Mas as críticas vieram tanto da oposição política quanto de seus aliados, e o descontentamento logo se espalhou pelas ruas. Embora os protestos tenham ocorrido de forma pacífica em sua maioria, eles foram seguidos por vários distúrbios e confrontos com as forças públicas. Houve atos de vandalismo em 69 estações de transporte, 36 caixas eletrônicos, 94 bancos, 14 pedágios e 313 estabelecimentos comerciais, segundo cifras oficiais. 

Os militares entraram em cena e a violência policial também, segundo a ONG Human Rights Watch onfirmou a morte de uma pessoa nas mãos de um policial em Cali, outra ONG chamada Temblores, 940 casos de abusos policiais ocorreram nos últimos dias e são investigadas 
 
Diante desta crise os colombianos estão com quase metade da população de 50 milhões no setor informal e mais de 42% em situação de pobreza. Esta situação toda levou o povo as ruas para protestar contra a Reforma Tributaria, já são 7 dias de manifestações, 19 mortos e mais de 800 feridos 9 (Entre militares e civis). Instaurando assim no país um inicio de uma guerra civil.

Diante de tanta pressão o ministro da Fazenda Colômbia, Alberto Carrasquilla, renunciou nessa segunda-feira (3) após apresentar um projeto frustrado de reforma tributária que provocou seis dias de protestos maciços e distúrbios. "Minha continuidade no governo dificultaria a construção rápida e eficiente dos consensos necessários" para executar uma nova proposta de reforma, informou em um comunicado. Carrasquilla será substituído pelo economista José Manuel Restrepo, atual ministro do Comércio, anunciou o presidente Duque no Twitter.

A concentração maior é na cidade de Cali, e o prefeito de lá Jorge Ivan Ospina em seu twitter desabafou sobre os ocorridos desses últimos dias turbulentos e falou sobre as providências que as autoridades estão tomando "Tivemos um encontro interinstitucional de todos os níveis nacional e local. A agenda é construída em defesa da VIDA, para validar a convivência democrática e ouvir atentamente as nossas comunidades no seu clamor e no direito de viver em PAZ. NÃO MAIS SANGUE EM CALI."

 FOTO: Luis Robayo