José Maurício Pereira Coelho, presidente da PREVI, que é fundo de pensão do Banco do Brasil, renunciou ao cargo que ocupava há quase três anos. O mandato de José Maurício iria até maio de 2022, no entanto, a saída será efetivada no dia 14 de junho.  A entidade divulgou a renúncia em seu site oficial ontem (25). A decisão foi anunciada pouco mais de dois meses depois que Fausto Ribeiro assumiu o comando da estatal.

A troca no comando foi vista no mercado como uma interferência do presidente Jair Bolsonaro – o que já levou à renúncia de dois integrantes do conselho do Banco do Brasil- O presidente anterior, André Brandão, renunciou em março sob pressão do governo depois que informou o fechamento de agências e sobre o programa de desligamento de 5.000 funcionários. Na cúpula da PREVI há um receio que a vaga seja preenchida por algum aliado do governo no congresso para facilitar demandas do mesmo.

A fundação gera dois fundos de pensão, e a gestão de José Maurício foi tida como positiva para o fundo, diz a estatal no comunicado da PREVI sobre sua renúncia. Seis meses depois de assumir o cargo no final de 2018 o executivo conseguiu reverter o déficit do fundo e mesmo depois da pandemia houve ganhos. O melhor desempenho desde 2013.

Logo depois da divulgação sobre renúncia às ações do Banco do Brasil fecharam o pregão – que é basicamente o período de negociação de ações e outros ativos – dólar, opções, contratos futuros, entre outros – com queda de 1,34%, o IBOVESPA recuou 0,84% e o dólar fechou em alta com 0,22% (5,33 R$).

A renúncia de José Maurício se soma a uma série de mudanças conturbadas em estatais, como o caso da PETROBRAS, que em Março Bolsonaro decidiu substituir Roberto Castelo Branco pelo General Joaquim Silva e Lula na presidência da companhia. A maneira com que a mudança foi anunciada derrubou no mercado o valor da estatal, que é hoje investigada.