Prefeito morde orelha de professor que cobrou três meses de salários atrasados

Por - 30/04/2016
O fato aconteceu ano
passado a data era 21 de dezembro de 2015, mas nos despertou uma curiosidade
para postar e fazer um comparativo, porque já pensou se a moda pega em
Araripina?
Iriam faltar dentes para o
prefeito morder tanto professor…
Um professor de educação
física da cidade de Boa Hora, a 150 km de Teresina, procurou a polícia para
denunciar uma agressão supostamente cometida pelo prefeito do município, José
Resende (PT). O servidor público Paulo José da Silva conta que foi mordido pelo
gestor durante uma festa de formatura do 9º ano do ensino fundamental. O caso
aconteceu durante o fim de semana.
“Eu estava na festa e
fui educadamente pegar na mão dele e ele embriagado já veio falando desaforado
no meu ouvido, dizendo que ele é quem manda na cidade. De repente eu só me dei
conta da minha orelha sangrando. Mostrei aos alunos na festa e mandei
fotografar o ferimento”, relatou o professor.
O servidor público afirmou
que o prefeito vive rotineiramente embriagado e que já teria protagonizado
outros atos de agressão na cidade. A mordida foi na orelha esquerda do
professor, que registrou um boletim de ocorrência na delegacia da vizinha
cidade de Barras e fez um exame de corpo de delito para comprovar a agressão.
Na época o delegado
Marcelo Dias, titular da delegacia de Barras, confirmou que a ocorrência foi
registrada no plantão do sábado (19) e que tanto o professor Paulo José quanto o
prefeito José Resende foram intimados a prestar depoimento na terça-feira (22) de
dezembro de 2015 na delegacia.
Procurado pela reportagem,
o prefeito José Resende negou a agressão e disse que o professor supostamente
tenha se auto mutilado para incriminá-lo. O gestor petista ainda chamou o
servidor público de mau caráter e falou que ele criou a situação para ganhar
palanque, já que tem forte ligação com seus opositores.
“Eu estava em
Teresina e cheguei na festa já por volta das 21h10. Quando desfizeram a mesa de
honra eu fiquei ali com alguns amigos e ele estava na mesa ao lado com meus
opositores. Ele veio, pegou na minha mão, apertou e voltou. Depois de voltar
começou a me provocar querendo que eu reagisse, mas não houve contato físico e
ninguém perto de mim viu isso”, disse o prefeito.