Basta fazer uma breve observação nos últimos acontecimentos na política local para perceber que a fúria da oposição para voltar ao poder em Araripina tem se tornado algo insano, inusitado, e fora de controle até entre eles.

Antes das convenções partidárias, ambas as coligações receberam recomendações do Ministério Público para não fazer transmissões do momento político ao vivo nas plataformas digitais, já que a Lei Eleitoral estabelece que os atos convencionais são de natureza interna, e não devem ser transmitidos para o público em geral.

Diante das orientações da Lei Eleitoral em vigor, o promotor de Justiça de Araripina, Dr. Fábio de Castro, expediu na última quarta-feira (09) a recomendação nº 06 em que pediu para que os partidos “se abstenham de transmitir as convenções partidárias para o público em geral, seja pela internet, por meio de redes sociais ou por meio de “lives”, uma vez que a natureza jurídica das convenções é de ato interna corporis”. Informados disso, a coligação encabeçada por Pimentel e seu vice Evilásio Mateus, decidiram por cumprir às recomendações do MP e não transmitiram sua convenção via plataformas digitais.

Já a oposição fez ao contrário, além de realizar transmissões da sua convenção pelo YouTube, contrariando o Ministério Público, ainda espalharam “Fakenews” acusando a coligação de Pimentel e Evilásio de que não fizeram a transmissão “in Live” porque não teria público para assistir. 

Não sabemos exatamente quem são os membros do núcleo de coordenação da coligação de Tião e Aluizio. Mas, é nítido o amadorismo diante das atrapalhadas frequentes, e a dificuldade em interpretar e obedecer simples recomendações da justiça eleitoral desde a pré-campanha.

Como se não bastasse os equívocos para com às recomendações do MP logo no início da campanha, a coordenação de Tião do Gesso, seu vice Aluízio Coelho, e vários candidatos a vereador, esquecendo que estamos diante da pandemia mais mortal da história, participaram de carreata, motocada, em aglomerações usando máscaras no queixo, e sem equipamentos de proteção necessários para o combate ao Covid. Se responsabilizando pelo risco de contaminação, e mais uma vez, em desobediência às proibições da legislação eleitoral em virtude da pandemia do coronavírus aplicadas sob recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Essas lamentáveis atitudes de pessoas públicas em atos oficiais logo no início de uma campanha eleitoral, descumprindo recomendações de um promotor de Justiça que está no uso de suas atribuições, é preocupante para quem se propõe a ser candidato a prefeito de um município complexo como Araripina, que não merece mais passar por amadorismo na sua gestão municipal porque está em pleno desenvolvimento.

Por José Portnalli Alencar