Pesquisa da FIEPE revela impacto causado pelas doenças transmitidas através do mosquito Aedes aegypti dentro das indústrias do estado de Pernambuco

27/02/2016 14h22

A queda na produção foi
considerada o principal impacto do mosquito transmissor da dengue, zica e
chikungunya dentro das indústrias no estado. De acordo com pesquisa de
sondagem, realizada pela Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE), 42,3%
dos gestores citaram redução na produtividade no período que compreende os
meses de janeiro e fevereiro de 2016.
Das indústrias participantes da coleta, cerca
de 80% citaram afastamento de empregados por conta de doenças transmitidas pelo
mosquito do Aedes aegypti. A realocação de colaboradores foi indicada por 22%
dos entrevistados. Apenas 6,5% dos executivos optaram por hora extra aos
funcionários e as novas contratações ficaram com apenas 0,8%.
 “A epidemia instalada em Pernambuco traz
impactos negativos para as empresas industriais, com o aumento do absenteísmo
nos parques fabricas. Para isso, realizamos a pesquisa de sondagem que vem
colaborar com as campanhas e medidas que o Sistema FIEPE vem tomando para
conter o avanço das doenças transmitidas pelo mosquito e que atinge diversas
indústrias no nosso Estado”, afirma o presidente da FIEPE, Jorge Côrte Real.
O número de empresas
impactadas pelo mosquito Aedes aegypti em seu quadro de funcionários na Região
Metropolitana do Recife foi de 92%, índice superior à média do estado. “Isso se
deve ao fato da RMR possuir o maior percentual de indústrias que participaram
da sondagem. Entretanto, o impacto se limitou em 42,7% do percentual do quadro
funcional compreendido entre 1% a 5% do total”, ressalta o coordenador da
pesquisa e gerente do Núcleo de Economia e Negócios Internacionais da FIEPE,
Thobias Silva.    
Das  empresas no Agreste, 87,50% tiveram parte do
seu quadro de funcionários afetado. Sendo 20% delas com impacto de mais de 50%
no quadro funcional.  Nesta região os
principais impactos se concentram em “Queda de Produção” com 62,5%. No Sertão
do São Francisco apenas 5,56%, dos gestores informou afastamento de empregados.
O menor número dentre as regiões pesquisadas. O estudo revelou que dado o
pequeno impacto na região, a única medida adotada por 100% das empresas
entrevistadas foi “Realocação de pessoal”. 
No Sertão do Araripe 81,82% das empresas tiveram parte do seu quadro de
funcionários afetados. Dentre estas indústrias a maior parte foram de micro e
pequeno porte, somando 72,70% da amostra. A pesquisa apontou que as principais
consequências foram na “Queda de Produção” com 54,5% e “Realocação de Pessoal”
com 18,2%.

Metodologia – Cerca de 144
indústrias participaram do estudo, sendo 52% na Região Metropolitana, 28% no
Agreste, 12% no Sertão do São Francisco e os outros 8% restantes, no Sertão do
Araripe.  Sobre o perfil das empresas
onde foram captadas as informações, 16% eram de micro e 34% pequenas empresas,
seguido de 39% média e 11% grande empresa, segundo critério por número de
funcionários e/ou faturamento bruto anual.
Assessoria de comunicação FIEPE Araripina

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro