Pernambuco na Lava Jato: depois do transportador de dinheiro “Ceará”, agora o codinome é “Madeira”

23/03/2016 12h14
Por Giovanni Sandes do
Blog Pinga-Fogo
A nova fase da Lava Jato
trouxe a público uma estrutura secreta de propinas da Odebrecht. Por ser uma
ramificação nova, a Polícia Federal ainda dimensiona a descoberta.
No Recife, a turbulência
foi a oitiva, na PF, de Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, da Arcos
Comunicação. Em nome dele estava alugado um apartamento em São Paulo onde,
segundo a polícia, foram entregues R$ 1 milhão.
A Arcos teria vínculos que
remeteriam a Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT que foi condenado pelo
mensalão. No passado, a empresa prestou serviços aos dois senadores Humberto
Costa (PT) e Fernando Bezerra Coelho (PSB), ambos investigados pela Lava Jato.
Mas a lista da operação
tinha “emissários” da Odebrecht. Sendo assim, a dúvida local é para onde o
transportador da empreiteira no Recife levaria tais valores. Em sua delação, à
qual a coluna teve acesso, a ex-secretária da Odebrecht Maria Lúcia Tavares,
delatora, diz: “por vezes era necessário acionar o prestador ‘Madeira’, no
Recife”. O “Madeira” foi identificado pela PF como Carlos Leite, não localizado
pelo JC, segundo a polícia ligado à Mônaco casa de câmbio.

Na Petrobras, o doleiro
Alberto Yousseff tinha no Recife o transportador Carlos Alexandre de Souza
Rocha, o “Ceará”, que levou milhões de carro pela região, para nomes como o
ex-deputado Pedro Corrêa e para Maceió. Em tese, Madeira faria o mesmo pela
Odebrecht. Resta saber: para quem?

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Allyne Ribeiro