Em reunião com a Comissão de Vacinação da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta sexta-feira (19.fev.2021) que a pasta deve mudar a estratégia de vacinação contra o coronavírus e que, desta forma, os municípios não precisam mais reservar vacinas para a aplicação da 2ª dose.

Segundo o ministro, agora há uma garantia de produção de doses, o que assegura o envio posterior, de novas remessas das vacinas aos Estados.

Na reunião, Pazuello afirmou aos prefeitos que o país terá à disposição mais 4,7 milhões de doses de vacinas entre o fim de fevereiro e o início de março. A remessa contará com 2,7 milhões de doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e 2 milhões da vacina da AstraZeneca/Oxford, importadas da Índia pela pasta.

De acordo com o ministro, a 2ª dose da CoronaVac será aplicada de 14 a 28 dias após a 1ª. A pasta receberá em março mais 21 milhões de vacinas do Instituto, que deve assegurar a 2ª rodada de imunização.

Já o imunizante da AstraZeneca possui um tempo maior de aplicação da 2ª dose, com prazo de até 3 meses. O laboratório deve disponibilizar no próximo mês mais 18 milhões de doses produzidas pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e importadas.

Em resposta a um pedido do presidente da FNP, Jonas Donizette, Pazuello disse que vai adaptar o PNI (Programa Nacional de Imunizações) para incluir, “até março”, professores nos grupos prioritários para receber a vacina.

Fazem parte dos grupos prioritários para a imunização 77.271.788 de pessoas. Na 1ª etapa, 4 grupos devem receber a vacina: pessoas idosas residentes em instituições de longa permanência, pessoas com mais de 18 anos com deficiência residentes em residências inclusivas, população indígena vivendo em terras indígenas e trabalhadores da saúde.

O ministro também falou que fará o pagamento até março dos leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) voltados para covid-19. “Todos os leitos necessários, habilitados e usados serão pagos. Ninguém vai ficar com leito sem poder usar e sem receber pelo uso”, afirmou.

Na 5ª feira (18.fev), o Secretário Executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse que o Instituto Butantan só entregará 30% das doses de CoronaVac previstas para fevereiro no contrato com a pasta. O governo esperava 9,3 milhões até o final do mês. Já recebeu 1,1 milhão de doses.

O Butantan informou que “a partir do próximo dia 23/2 está prevista a entrega de 3,4 milhões de doses, em 8 entregas diárias de 426 mil”. O instituto também citou a “falta de empenho da diplomacia brasileira que culminou com o atraso na liberação de novos insumos vindos da China”.

Poder 360 / Imagem: Reprodução