Para reduzir gastos, agências dos Correios não vão mais abrir aos sábados

15/03/2016 12h44
A partir do próximo sábado
(19), a maioria das agências dos Correios não vai mais abrir aos sábados. A
medida é uma forma de reduzir os gastos da empresa e tentar chegar ao fim do
ano com o orçamento em dia. Apenas as agências com grande movimentação, como em
aeroportos e rodoviárias, continuarão abertas aos sábados.
“Queremos fazer um ajuste
financeiro para, que ao final deste ano, os Correios não tenham deficit como no
ano passado”, explicou o presidente dos Correios, Giovanni Queiroz. O balanço
de 2015 da empresa ainda não foi concluído, mas no final do ano passado,
Queiroz estimava que o deficit da estatal chegaria a R$ 2 bilhões.
Segundo o presidente,
muitas agências são deficitárias e com baixo fluxo de clientes aos sábados,
como a de Teófilo Otoni (MG), onde a receita média aos sábados é R$ 416 e a
despesa para abrir é R$ 6,6 mil. “Não há nada que justifique estar aberta ao
sábado”, diz. A medida não vale para as agências franqueadas dos Correios, só
para as agências próprias. Atualmente, os Correios têm 6.471 agências próprias
e 1.011 franqueadas.
Redução de despesas: Até o
fim do ano, a empresa espera economizar R$ 1,6 bilhão com diversas ações de
redução de despesas. Os Correios estudam a possibilidade de fundir agências que
estejam próximas, realocando os funcionários e fechando as que dão prejuízo.
Ainda neste mês, um projeto-piloto deve começar a funcionar no Distrito Federal
e depois pode ser levado para outras cidades do país.
Queiroz deu o exemplo de
sua cidade natal, Redenção (PA), onde atualmente há duas agências dos Correios,
mas uma delas é pequena e deficitária. “Tem uma agência maior, em que faltam
funcionários, e tem muito mais condições, fica a 800 metros da outra. Não faz
sentido manter essa outra, porque tem um custo muito alto”, diz. Ele garante
que nenhum município ficará sem pelo menos uma agência dos Correios.
O presidente fez uma
recomendação para que todas as agências reduzam o pagamento de horas extras e o
trabalho noturno dos funcionários. No ano passado, a empresa pagou R$ 720
milhões com hora extra. “Em nenhuma circunstância vamos prejudicar o serviço,
vamos fazer um ajuste de gestão”, garante.
O corte pela metade dos
gastos com publicidade e patrocínio, que no ano passado significou R$ 380
milhões, também é objetivo dos Correios para economizar. Outras medidas
administrativas, como revisão de contratos de aluguel, redução do uso de
carros, telefone, viagens e diárias serão adotadas. Também será feita uma
auditoria na folha de pagamento para detectar pagamentos irregulares de
benefícios. l Informações da Agência do Brasil l 

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Allyne Ribeiro