Com o início da pandemia diversas obras públicas que estavam em andamento tiveram as atividades suspensas em todo o país. Porém, uma dessas construções que tem chamado a atenção de quem passa pelo local das instalação, é de fato o prédio onde deve funcionar o novo Fórum de Araripina, no Oeste de Pernambuco. O terreno foi doado na gestão de Alexandre Arraes através da Lei nº 2.740/2015 e as obras já se arrastam há mais de 6 anos.

Segundo informações da OAB em publicação datada de 2016, o equipamento público foi pensado para abrigar três Varas Cíveis, sendo uma para a Regional da Infância e Juventude, um Juizado Especial Cível e uma Central de Conciliação, Mediação e Arbitragem. As articulações para a concretização do projeto foi entre o próprio órgão em conjunto com o TJPE. O novo empreendimento foi pensado para trazer melhores condições de trabalho para os profissionais e de atendimento das pessoas que procuram pelos serviços da justiça.

Em 2021 ainda não tem nenhuma construção, com o arrocho econômico proposto pela equipe do Ministro Paulo Guedes e do presidente Jair Bolsonaro, fica a preocupação com a conclusão desse trabalho e da entrega do mesmo a população. O setor público passou a ser pressionado sobre os gastos com investimentos, cabendo aos órgãos trabalhar com base na Lei de Responsabilidade Fiscal. Pensando nisto, esses fatos podem atrasar ainda mais esse novo Fórum com a justificativa das consequências trazidas pelo covid-19.

Agora, a sociedade Araripinense espera que haja um entendimento do Poder Judiciário estadual da necessidade de agilizar a conclusão desta obra. Não cabe mais prolongar essa paralisação da construção desse prédio. Aliás, pelas próprias condições físicas em que se encontra o antigo Fórum, no que se refere às instalações e infraestrutura. Temos que entender o crescimento populacional de Araripina que está demandando uma procura maior pela resolução de causas judiciais, e as autoridades tem que acordar para essa realidade e começar a pensar na importância de se investir onde tem mais gente. Apesar de tudo estamos em pleno século 21 onde a interiorização dos serviços públicos se torna fundamental, deixando em segundo plano as regiões onde já existe esses investimentos instalados e funcionando e direcionar a atenção para as cidades que são polos no interior.

Redação AF News / Imagens: Reprodução