Pai é preso por colocar o próprio filho à venda na internet em Minas Gerais

01/04/2016 14h00
Do MSN Notícias
Um homem de
24 anos foi preso na terça-feira (29), em Minas Gerais por suspeita de ter
colocado o próprio filho, um bebê de dez dias, à venda em um site de compras na
internet. À polícia, ele afirmou que se tratava de uma brincadeira. 
O suspeito
deve responder pelos crimes de “prometer ou efetivar a entrega de filho ou
pupilo a terceiro, mediante paga ou recompensa” e de “submeter
criança ou adolescente a vexame ou a constrangimento”, conforme previsto
no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 
Segundo a Polícia Civil, o
anúncio foi feito na última segunda-feira e trazia a seguinte descrição:
“Vendo lindo bebê com dez dias de vida, homem lindo, com saúde total e
comprovada. Ótimo investimento. Valor a combinar”.
O suspeito e a mãe da
criança, de 23 anos, foram encontrados na cidade de Ibirité, região
metropolitana de Belo Horizonte, e lavados para prestar depoimento na
delegacia. Junto com eles foram apreendidos o celular da mãe, em que estavam os
e-mails de confirmação da postagem, e as roupas que a criança usava no anúncio. 
De acordo com a Polícia, o pai da criança inicialmente negou ser o autor do
anúncio, mas depois confirmou sua autoria e disse que havia anunciado o filho
de brincadeira. À Polícia, ele contou que usou o celular da esposa e elaborou a
postagem.
A responsabilidade da mulher não foi confirmada e, por isso, ela foi
ouvida e liberada. “Nesse primeiro momento, a responsabilidade dela está
afastada, mas nada impede que, no curso das investigações, seja comprovada uma
omissão por parte dela ou sua prévia ciência [em relação à postagem]”,
disse o delegado Pedro Vicira, em vídeo divulgado pela Polícia Civil de Minas
Gerais. Além do recém-nascido, o casal tem outros dois filhos, uma menina, de 4
anos de idade, e um menino, de 2 anos. Os três foram encaminhados para
realização de exame de corpo de delito, onde foi constatado que eles não
apresentavam sinais de maus tratos, e depois foram entregues ao Conselho
Tutelar. 

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro