Acusado de desviar cerca de R$ 2 bilhões em doações da Associação Filhos do Pai Eterno (AFIPE), o padre Robson de Oliveira vai ser investigado por pagar servidores públicos com dinheiro doado por fiéis para se livrar de informações sobre relacionamentos amorosos. O sacerdote já admitiu ter usado parte do dinheiro para que os casos não viessem à tona.

A defesa nega as novas acusações. Já a Polícia Civil vai “apurar eventual transgressão disciplinar de agentes”.

“Pelo que se infere dos autos, Robson supostamente se utilizou dos recursos financeiros dessas entidades religiosas para o pagamento de servidores públicos, agentes de polícia, para que destruíssem alguns arquivos contendo informações comprometedoras a seu respeito”, segundo relatado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) em processo enviado à Justiça.

O órgão não esclarece quais eram as “informações comprometedoras” a respeito de Oliveira, no entanto, a defesa do padre afirma que se refere ao caso da extorsão de R$ 2,9 milhões feitas por um hacker. O criminoso virtual está preso desde o ano passado com outras três pessoas envolvidas no caso.

Foi a partir desse caso que a Justiça passou a monitorar as movimentações financeiras do padre e descobriu compras de imóveis de luxo e cabeças de gado. O dinheiro arrecadado por meio de doações de fiéis deveria ser usado para construir uma basílica em Trindade.

As informações são do SBT.