OMS aconselha grávidas a não viajarem para áreas afetadas pelo Zika vírus

09/03/2016 15h22
A Organização Mundial de
Saúde (OMS) aconselhou nesta terça-feira mulheres grávidas a não viajar para
áreas com surtos de Zika vírus por conta do possível risco de defeitos
congênitos.
A organização informou que
transmissão sexual é “relativamente comum” e que os serviços de saúde em áreas
afetadas devem estar prontos para possíveis aumentos na incidência de síndromes
neurológicas, como a microcefalia e má-formação congênita.
“Mulheres grávidas cujos
parceiros sexuais moram ou viajam para áreas com surtos de Zika devem garantir
práticas sexuais seguras ou se abster de sexo pela duração da gravidez”,
informou a OMS em comunicado, baseado em conselhos do Comitê de Emergência de
especialistas independentes.
Anteriormente a agência de
saúde da Organização das Nações Unidas aconselhou mulheres a considerar o
adiamento de viagens que não sejam essenciais para áreas com transmissão do
vírus, que está se espalhando pelo Brasil e América Latina.
A ligação entre o Zika e
bebês com microcefalia, assim como síndrome de Guillain-Barré, que pode causar
paralisia, não foi comprovada cientificamente, mas estudos apontam para esta
direção, informou a OMS.
“Claramente a infecção por
Zika durante a gravidez irá produzir resultados bem ruins”, disse a
diretora-geral da OMS, Margaret Chan, durante entrevista coletiva. “É
importante recomendarmos medidas de saúde pública fortes e não esperar até que
tenhamos provas definitivas”.

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Allyne Ribeiro