‘Novo Cangaço’ planejava raptar policiais militares em Curimatá, PI

03/06/2016 13h07
Duas fontes que participaram da operação de confronto
com a família Araquan, no assalto a um banco de Curimatá, realizado no início
do mês passado, repassaram ao 180 a informação de que a quadrilha que agiu na
região tinha como objetivo raptar policiais do Grupamento da Polícia Militar no
município.
As informações constam daquelas provenientes do
monitoramento feito pela Polícia Federal, que avisou à polícia do Piauí sobre a
ação do bando. A antecipação ao crime permitiu um cerco à quadrilha e o saldo
foi 5 mortos, 6 presos e 3 membros do grupo foragidos.
A ideia era eles raptarem dois policiais militares do
GPM da cidade para serem usados como reféns na fuga ou até de escudo humano.
Chegaram a ir ao local que serve como sede da PM no
município – um pequeno casebre sem muita estrutura – e acabaram por desistir
quando viram os portões com cadeados.
Os criminosos estavam sendo monitorados, provavelmente,
através de escutas telefônicas.
“A
ORDEM ERA DEIXAR EXPLODIR O BANCO”
As fontes também relataram ao 180, que embora a polícia
soubesse que haveria uma ação criminosa no local, “a ordem superior” era de que
deixasse o crime ser consumado.
Havia o temor por parte dos policiais de que a
quadrilha estivesse usando pessoas inocentes para fazer os trabalhos iniciais
no banco. “Era preciso diferenciar quem era quem”, contam.
“Temíamos um massacre de inocentes, igual ao da
[Chacina] da Meruoca”, relataram.
A Chacina da Meruoca ocorreu em 1999, quando policiais
confundiram um grupo de empresários com assaltantes de banco e mataram todos.

180 graus

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Allyne Ribeiro