Nova fase da Operação Zelotes cumpre mandados em Pernambuco

25/02/2016 17h32
A Polícia Federal
deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a sexta fase da Operação Zelotes,
que investiga a compra de decisões no Conselho Administrativo de Recursos
Fiscais (Carf) por grandes empresas. Em Pernambuco, um mandado de busca e
apreensão e uma condução coercitiva foram expedidos contra um auditor da
Receita Federal.
O auditor está prestando
depoimento na sede da Polícia Federal, na área central do Recife. Após ser
ouvido, ele vai ser liberado e o delegado responsável vai decidir sobre o
indiciamento. O mandado de busca e apreensão foi cumprido na Rua Leonardo
Bezerra Cavalcanti, no Bairro da Jaqueira, Zona Norte do Recife. No local, a PF
apreendeu documentos, pen drives, tablets, agendas, um HD e um computador.
De acordo com a PF, o
auditor está sendo ouvido porque entre 2012 e setembro 2015 ele foi presidente
da Primeira Seção de Julgamento do Carf e tinha o poder de julgar, juntamente
com outros integrantes, as multas que eram arbitradas contra empresas. A
polícia investiga suspeitas de seu envolvimento com pessoas e empresas que
estão sendo citadas na Zelotes.
O alvo da sexta fase é a
empresa siderúrgica Gerdau, investigada por suposta compra de decisões no Carf,
órgão ligado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de grandes
contribuintes a multas aplicadas pela Receita Federal.
Esta é a primeira ação da
Operação Zelotes no Estado. Ao todo, estão sendo cumpridos 20 mandados de
condução coercitiva, quando a pessoa é liberada no mesmo dia após prestar
depoimento, e 18 de busca e apreensão em Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de
Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
DEFESA – A Gerdau comunica
que a Polícia Federal está, na manhã desta quinta-feira (25), em suas
dependências em relação à Operação Zelotes. Esclarece que não tem mais
informações até o momento, mas está colaborando integralmente com as
investigações da Polícia Federal. Ressalta ainda que, “com base em seus
preceitos éticos, a Gerdau não concedeu qualquer autorização para que seu nome
fosse utilizado em pretensas negociações ilegais, repelindo veementemente
qualquer atitude que possa ter ocorrido com esse fim. A Gerdau reitera,
portanto, que possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos junto
aos órgãos públicos e reafirma que está, como sempre esteve, à disposição das
autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que vierem a ser
solicitados”.
O empresário André Gerdau,
presidente da empresa, é alvo de mandado de condução coercitiva. A família
informou que ele irá comparecer voluntariamente para depor. Mais cedo, a PF
havia confirmado que o dono o grupo, Jorge Gerdau, seria conduzido a depor, mas
corrigiu a informação.

A empresa, que possui
operações industriais em 14 países, teria tentado anular débitos que chegam a
R$ 1,5 bilhão, segundo a PF, por meio de contratos com escritórios de advocacia
e de consultoria, os quais agiram de maneira ilícita manipulando o andamento do
processo. Segundo as investigações, o grupo de lobistas continuou atuando mesmo
após a deflagração da operação em março do ano passado.A Polícia Federal
deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a sexta fase da Operação Zelotes,
que investiga a compra de decisões no Conselho Administrativo de Recursos
Fiscais (Carf) por grandes empresas. Em Pernambuco, um mandado de busca e
apreensão e uma condução coercitiva foram expedidos contra um auditor da
Receita Federal.
O auditor está prestando
depoimento na sede da Polícia Federal, na área central do Recife. Após ser
ouvido, ele vai ser liberado e o delegado responsável vai decidir sobre o
indiciamento. O mandado de busca e apreensão foi cumprido na Rua Leonardo
Bezerra Cavalcanti, no Bairro da Jaqueira, Zona Norte do Recife. No local, a PF
apreendeu documentos, pen drives, tablets, agendas, um HD e um computador.
De acordo com a PF, o
auditor está sendo ouvido porque entre 2012 e setembro 2015 ele foi presidente
da Primeira Seção de Julgamento do Carf e tinha o poder de julgar, juntamente
com outros integrantes, as multas que eram arbitradas contra empresas. A
polícia investiga suspeitas de seu envolvimento com pessoas e empresas que
estão sendo citadas na Zelotes.
O alvo da sexta fase é a
empresa siderúrgica Gerdau, investigada por suposta compra de decisões no Carf,
órgão ligado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de grandes
contribuintes a multas aplicadas pela Receita Federal.
Esta é a primeira ação da
Operação Zelotes no Estado. Ao todo, estão sendo cumpridos 20 mandados de
condução coercitiva, quando a pessoa é liberada no mesmo dia após prestar
depoimento, e 18 de busca e apreensão em Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de
Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
DEFESA – A Gerdau comunica
que a Polícia Federal está, na manhã desta quinta-feira (25), em suas
dependências em relação à Operação Zelotes. Esclarece que não tem mais
informações até o momento, mas está colaborando integralmente com as
investigações da Polícia Federal. Ressalta ainda que, “com base em seus
preceitos éticos, a Gerdau não concedeu qualquer autorização para que seu nome
fosse utilizado em pretensas negociações ilegais, repelindo veementemente
qualquer atitude que possa ter ocorrido com esse fim. A Gerdau reitera,
portanto, que possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos junto
aos órgãos públicos e reafirma que está, como sempre esteve, à disposição das
autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que vierem a ser
solicitados”.
O empresário André Gerdau,
presidente da empresa, é alvo de mandado de condução coercitiva. A família
informou que ele irá comparecer voluntariamente para depor. Mais cedo, a PF
havia confirmado que o dono o grupo, Jorge Gerdau, seria conduzido a depor, mas
corrigiu a informação.
A empresa, que possui
operações industriais em 14 países, teria tentado anular débitos que chegam a
R$ 1,5 bilhão, segundo a PF, por meio de contratos com escritórios de advocacia
e de consultoria, os quais agiram de maneira ilícita manipulando o andamento do
processo. Segundo as investigações, o grupo de lobistas continuou atuando mesmo
após a deflagração da operação em março do ano passado.

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro