No Magno, Tião do Gesso ataca prefeito, “Não se trata de má-vontade, mas de má-gestão”

Durante a semana o assunto em Araripina foi o projeto de lei 025/2019, que seria votado sexta-feira (29), na Câmara, más teve um pedido de vista pelo vereador João Erlan.

O projeto trata-se de um financiamento da prefeitura com o Banco do Brasil, no valor R$ 4,5 milhões, o investimento iria possibilitar a prefeitura adquirira 02 motoniveladoras (Patrol), 01 retroescavadeira, 01 varredeira mecânica, 03 caminhões coletores de lixo, 01 van e 01 micro-ônibus para o transporte de pacientes da Saúde, veículos e motocicletas para secretarias e autarquias, equipamentos para a limpeza urbana e todo o mobiliário que seria usado para os novos Postos de Saúde do Conjunto Nossa Senhora do Carmo, no bairro do Adelino, e da Serra da Torre, além do Centro de Saúde, com a nova ala de Fisioterapia, e o PSF Nascente II.

Matéria do Magno Martins

O prefeito conta com nove dos 15 vereadores da Casa, mas mesmo assim prevaleceu a má-vontade da oposição. “Não se trata de má-vontade, mas de má-gestão”, reage o empresário Tião do Gesso, pré-candidato a prefeito, que deu sua ajudinha para derrotar o projeto. 
 
“Não consigo entender a razão dos vereadores da oposição. O município passou 18 anos com ficha suja no Cauc, que é a Serasa municipal, e só limpou gracas ao ajuste fiscal feito por Pimentel”, desabafa o presidente da Câmara, Evilazio Mateus, aliado do gestor.

Tião do Gesso contradiz e ressalta que o prefeito não pode reclamar da falta de recursos, porque teria recebido R$ 450 milhões nos últimos três anos e não conseguiu imprimir uma marca em seu “desgoverno”.

Para o presidente da Câmara, a oposição votou contra os interesses do povo, tendo em vista que já sabia da destinação dos recursos devidamente informados na mensagem à Câmara. “O intuito foi derrotar o prefeito e antecipar a campanha, mas eles derrotaram o povo”, desabafa Mateus.

“Contra fatos não existem argumentos. Raimundo Pimentel teve à sua disposição e gastou em menos de três anos mais de R$ 430 milhões e, mesmo assim, a cidade continua abandonada. Portanto, não é falta de dinheiro, mas de gestão”, alfineta Tião do Gesso.

“O prefeito alagoano se perdeu quando entregou o poder a turma desaprovada de Petrolina e Cabrobó. As obras prometidas não chegaram, e através dessa turma de fora, somente as taxas altíssimas de iluminação pública e IPTU batem à porta dos araripinenses todos os meses”, acrescentou.

Para Tião, Pimentel se transformou num grande cobrador de impostos, gerando a maior decepção administrativa de todos os tempos em Araripina.

“E agora, para justificar toda essa incapacidade administrativa e desorganização política, o prefeito quer transferir para os vereadores de oposição a responsabilidade da sua administração desastrosa por não ter aprovado o empréstimo milionário”, disse Tião.

Informações do Magno Martins