Mulher comemora hoje 111 anos em Juazeiro e é a mais idosa do Ceará com a morte de Dona Deru esta semana em Mauriti

05/05/2016 17h14
O Site Miséria noticia
nesta quinta-feira mais um exemplo de longevidade na região do Cariri com o
aniversário de 111 anos de Dona Julia Amélia da Conceição que reside na Rua do
Limoeiro, 1544 nas Casas Populares em Juazeiro do Norte. Ela passou à condição
de mulher mais idosa do Ceará com o falecimento aos 114 anos e na última
terça-feira, dia 3, da aposentada Maria Erundina da Conceição, a “Mãe Deru” ou
“Dona Senhorinha” no município de Mauriti.
Não haverá comemoração
pelo aniversário de Dona Julia que está um tanto debilitada reclamando contra
dores nas pernas. Mesmo assim mantém uma certa lucidez e costuma recordar com
orgulho o fato de já ter se ajoelhado por algumas vezes diante do Padre Cícero
para pedir a benção e poder tocar a batina do sacerdote. Bastante católica, às
vezes ainda vai à missa e até à casa de sua irmã, mas de carro. Apesar da idade
avançada mantém a simpatia de sempre e não dispensa uma boa prosa.
Uma boa dormida e um bom
prato com frutas estão bem presentes no seu dia a dia e ainda arrisca saborear
uma boa galinha caipira o que não é sempre. Ivani Pereira da Silva, de 45 anos,
é uma sobrinha que cuida da mesma e disse que, há dois anos, Dona Julia foi até
à estátua de Padre Cícero no Horto se constituindo um presente de aniversário.
Ela nasceu no dia 5 de maio de 1905 no município de Santana do Ipanema (AL) e
se reclama da vista por enxergar pouco.
A aniversariante ainda
recorda muitos fatos da história juazeirense para onde veio motivada pela
devoção dos seus pais ao Padre Cícero. Em fevereiro de 1925 Dona Julia tinha
apenas 20 anos quando desembarcou definitivamente para morar por aqui, cujo
município se preparava para comemorar 14 anos de emancipação e o Padre Cícero
viveria mais oito anos. Por diversas vezes foi até à casa do sacerdote que,
como disse, era sempre repleta de fiéis. Ela declarou jamais ter esquecido o
dia da morte do “Padim” acrescentando nunca ter visto tanta tristeza no rosto
das pessoas que chegavam de todos os lugares.

Fonte Site Miséria

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro