MPF diz que foi induzido a erro no caso de grampo de advogados de Lula

07/04/2016 13h08
A força-tarefa das
investigações da Operação Lava Jato informou ao Supremo Tribunal Federal (STF)
que foi induzida a um erro que levou ao monitoramento de conversas do
escritório de advocacia responsável pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. O escritório é chefiado por Roberto Teixeira, que também é
investigado na Lava Jato junto com o ex-presidente e seus familiares.
A quebra do sigilo foi
solicitada ao juiz federal Sérgio Moro com base em um número fixo de telefone
fornecido pela empresa de palestras de Lula à Receita Federal, disponível para
consulta no site do órgão.

“Encontra-se plenamente
justificada a inclusão do referido terminal como vinculado à empresa LILS
Palestras, eis que se tratava do telefone declarado pela própria empresa de
forma oficial à Receita Federal. Assim são infundadas e maliciosas as alegações
inicialmente veiculadas pela imprensa de que o MPF e a Polícia Federal
monitoraram, de forma dissimulada, o telefone do escritório de advocacia de
Roberto Teixeira, pessoa esta, diga-se de passagem, que é objeto de
investigação avocada pelo STF”, diz a força-tarefa em manifestação enviada ao
Supremo.

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Allyne Ribeiro