Morte de Beatriz pode ter envolvimento de funcionários da escola, diz policia

18/04/2016 13h05

TV Jornal

A polícia apresentou
detalhes das investigações sobre a morte da menina Beatriz Angélica, encontrada
morta dentro de uma escola em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. De acordo com
informações repassadas pelo delegado Marceone Ferreira, responsável pelo caso,
já se sabe que o crime foi premeditado e que a garota não foi morta no local
onde o corpo foi encontrado. Ao todo, cinco funcionários da escola devem voltar
a prestar depoimento por apresentarem contradições.

O local onde o corpo foi
encontrado foi mostrado nas fotografias registradas pela perícia. A área, que
fica atrás de um armário, foi interditada por ter sido atingida por um incêndio
dois meses antes. De acordo com o delegado, não teria sido neste local que a
menina foi morta com mais de 40 facadas. As investigações também apontam que o
crime pode ter sido premeditado. A suspeita surgiu porque dez dias antes do
assassinato a direção da escola observou o desaparecimento de três chaves,
justamente de portões que dão acesso à quadra, onde acontecia o evento, e ao
depósito, onde o corpo foi encontrado.

Cinco funcionários da
escola estão sob investigação porque teriam apresentado contradições nos
depoimentos. Dentro das ouvidas de mais de cem pessoas, o delegado diz que pelo
menos nove testemunhas reconhecem o homem do retrato falado já divulgado pela
polícia como principal suspeito de ter praticado o crime. Ele foi visto
momentos antes e depois do desaparecimento de Beatriz, bem próximo ao bebedouro
e ao depósito onde o corpo foi localizado.

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro