sábado, outubro 23, 2021
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Mordomia: carros oficiais a serviço da família de Dilma

Como tantas outras Paulas
filhas deste País, Paula levanta cedo da cama com o tilintar do despertador.
Não raro, o marido, Rafael, já está de olhos abertos. Pela manhã, ela mantém
uma rotina nada estranha à maioria das pessoas de classe média. Vai ao
cabelereiro, faz compras para abastecer a despensa de casa, reserva uns minutos
para o pilates e uma ida rápida à clínica de estética, e, eventualmente, dá uma
passadinha no pet shop. Depois de almoçar, leva o filho à escola. À tarde,
dirige-se ao trabalho, obrigação já cumprida pelo marido de manhã. Como tantas
outras Paulas filhas deste País, Paula seria apenas mais uma brasileira se não
carregasse em sua assinatura o sobrenome Rousseff.

Perante à lei, filhos de
presidente da República são iguais a todos. Ombreiam-se aos demais cidadãos.
Não deveriam merecer distinção ou receber tratamento especial, salvo em alguns
casos de excepcionalidade. Mas a filha de Dilma, que hoje se encontra afastada,
ou seja, nem o mandato de presidente exerce mais, não se constrange em cultivar
uma mordomia ilegal. Diariamente, Paula Rousseff Araújo desfruta de uma
regalia. A máquina do Estado a serve, bem como ao seu marido e filhos. As
atividades narradas acima, como uma frugal ida ao cabelereiro, ao pilates e ao
pet shop, são realizadas a bordo de um carro oficial blindado com motorista e
segurança. Em geral, um Ford Fusion. Acompanha-os invariavelmente como escolta
um Ford Edge blindado com dois servidores em seu interior, um deles um agente
de segurança armado. O mesmo se aplica ao genro de Dilma, Rafael Covolo, e aos
dois netos. No total, oito carros e dezesseis pessoas integram o aparato
responsável pela condução e proteção da família da presidente afastada.
Trata-se de um serviço VIP.
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