quarta-feira, outubro 20, 2021
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Minha Casa Minha Vida: Humberto Costa diz que impacto no PIB será de R$ 70 bilhões até 2018

Ainda em maio deste ano, o
governo interino de Michel Temer cancelou o programa Minha Casa Minha Vida para
as faixas que atendiam a população mais pobre. “Com essa medida, o presidente
provisório vai deixar de gerar R$ 70 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) em
três anos até 2018″. Esta é a avaliação do ex-líder do governo Dilma Rousseff
no Senado, Humberto Costa (PT-PE).
Dilma havia anunciado, no
final de março, a construção de 2 milhões de moradias com o início da terceira
etapa do programa, criando a faixa 1,5 (que contempla famílias que ganham até
R$ 2.350,00). Entretanto, essa faixa foi excluída pelo governo Temer.
“Isso é um verdadeiro
retrocesso e uma perda significativa de recursos para o Brasil. Além de
prejudicar milhões de brasileiros que teriam o seu sonho realizado, nosso país
deixará de arrecadar R$ 70 bilhões. É muita trapalhada para um governo só”,
avaliou Humberto.
De acordo com o senador, a
suspensão de novas contratações e a paralisia das obras do MCMV atingem 6,1
milhões de famílias, número estimado para os que necessitam de uma moradia
digna.
Segundo o estudo “Perenidade
dos programas habitacionais”, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), cerca de 1,3
milhão de empregos deixarão de ser gerados, dos quais 660 mil nas obras de
construção das casas e mais 682 mil ao longo da cadeia.
Se o governo Temer realmente
suspender o Minha Casa Minha Vida, o impacto final seria em torno de R$ 145,7
bilhões no período das obras, estimado em três anos, o que corresponde a 2,5%
do PIB.
Apesar de Dilma ter
anunciado a construção de 2 milhões de moradias, o governo provisório anunciou
que não irá cumprir essa meta. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse
recentemente que, em 2016, deverão ser contratadas apenas 400 mil unidades das
faixas 2 e 3.

“Eu acho engraçado é o
governo cancelar as faixas para os mais pobres e anunciar financiamento para
compra de imóveis luxuosos de R$ 3 milhões. É realmente uma inversão de
prioridades o que esse presidente sem voto está fazendo”, criticou o senador
Humberto Costa.
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