O massagista do Náutico Paulo Mariano foi solto na manhã desta sexta (19). Ele estava preso desde fevereiro no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife (RMR), sob a acusação de assalto a ônibus. Uma campanha nas redes sociais pedia a liberdade dele e alegava sua inocência.

No habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) nessa quinta-feira (18), a defesa acostou o video do assalto onde é possível indentificar não ser ele o assaltante.

 Na decisão, proferida pelo desembargador Evandro Magalhães Neto, o magistrado leva em consideração que o massagista não tem antecedentes criminais e tem emprego fixo.

Paulo havia sido detido durante o trabalho, no CT Wilson Campos e, desde então, lutava, inicialmente, pela liberação, para, em seguida montar o planejamento de defesa provando sua inocência para obter a absolvição. 

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que “a 1ª Câmara Criminal do TJPE concedeu, na quinta-feira (18), o Habeas Corpus (HC) de Paulo Mariano de Arruda Neto, que estava sob a relatoria do desembargador Evandro Magalhães Melo. 

Na decisão, o magistrado afirma que “a resposta das informações, trouxeram novos elementos para exame do HC, pelo que passou a reanalisar o caso. De uma análise detida dos autos, em especial dos novos documentos acostados às informações prestadas pela Magistrada de Origem, tenho que os requisitos autorizadores da medida liminar se encontram atualmente preenchidos. No caso em tela, entendo que os elementos colhidos, até o momento, indicam que a liberdade do Paciente não representa risco para a instrução criminal ou para a sociedade, permitindo ao mesmo responder o processo em liberdade”.

Entenda o caso


A prisão de Paulo Mariano, massagista do Náutico, pegou amigos e familiares de surpresa. Paulinho, como é mais conhecido no clube, foi preso no local de trabalho, no último dia 24 de fevereiro, sob a acusação de ter participado de um assalto a ônibus no dia 25 de dezembro.

Segundo a advogada de defesa, Virgínia Kelle, o relatório policial aponta que, através de uma rede social, foi constatado que Paulo Mariano teria amizade em rede social com pessoas da comunidade do Coque. Baseado nessa informação, o relatório teria concluído que o assaltante citado seria Paulo Mariano.

Diante da prisão que já se arrastava por um mês, uma campanha foi criada para visibilizar o suposto erro judicial. Uma publicação na página “Os Centenários”, de torcedores Náutico, denunciou o caso e a campnha contou com o apoio do técnico do Náutico, Hélio dos Anjos, do ídolo do clube Kuki e da comissão técnia alvirrubra. Depois de dois dias, com a campanha já em evidência, o próprio clube se posicionou prestando solidariedade ao seu funcionário.

Após a grande repercussão do caso, o TJPE, que havia negado o primeiro HC por meio do plantão judiciário, concedeu a liberdade a Paulo Mariano, que ainda precisará se defender do processo.

Folha de PE