Marcelo Odebrecht desiste dos depoimentos de 15 testemunhas de defesa, incluindo Dilma

19/07/2016 23h05
O juiz federal Sergio Moro
homologou nesta terça-feira (19) pedido da defesa do empresário Marcelo
Odebrecht, preso na Operação Lava Jato, para desistir da oitiva de 15
testemunhas de defesa, entre as quais a presidenta afastada Dilma Rousseff (PT)
e os ex-ministros Antônio Palocci, Guido Mantega e Edinho Silva.
Todos foram arrolados pela
própria defesa e prestariam depoimento em uma das ações penais a que o
empresário e ex-dirigentes da empreiteira Odebrecht respondem na operação.
Ao solicitar a desistência,
a defesa de Marcelo Odebrecht alegou que a iniciativa deve-se a “motivo que se
encontra sob sigilo. Em manifestação enviada nesta terça a Moro, a força-tarefa
de procuradores da Lava Jato concordou com a renúncia das testemunhas, mas
informou que desconhece as razões pelas quais os advogados usaram o termo sob
sigilo.
De acordo com a denúncia
apresentada pelo Ministério Público Federal à Justiça em Curitiba, Marcelo
Odebrecht está envolvido diretamente no esquema de pagamento de propina aos
ex-dirigentes da Petrobras. Ele orientava as atividades dos demais acusados
ligados à empreiteira, segundo a acusação.
Para abrir a ação penal, o
juiz considerou significativos os documentos da Suíça, apresentados pela
acusação, que demonstram a movimentação de contas da Odebrecht para
ex-dirigentes da petroleira.

Em março, Moro condenou
Marcelo Odebrecht a 19 anos e quatro meses de prisão por crimes de corrupção
passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Na ocasião, a defesa do
empreiteiro afirmou que a sentença é injusta e que vai recorrer para provar a
inocência dele.

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Allyne Ribeiro