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Mais fofocas e menos debates

Semana cheia, mês intenso.
O ano já prenuncia o que está preparando para os próximos meses e a mudança no
calendário eleitoral agita ainda mais os ânimos e como sempre nós os eleitores,
as cobaias dos políticos, começamos a cair na lábia dos profissionais, e entramos
nas discussões fúteis.
Ele é forasteiro (aí vem
uma enxurrada de besterol nas redes sociais em defesa do forasteiro); ele é
prepotente, arrogantes e pavão (aí vem uma chuvarada de besterol nas redes
sociais em defesa do pavão); ele é ansioso e fraco (aí vem um monte de
comentários do “tipo” estamos com você…fica com Deus que ele é maior…
Será que vocês não
entendem, companheiros, meus caros eleitores, cidadãos desta terra prometida,
que provamos mais uma vez que não teremos mudança para que a nossa querida
Araripina cresça e desenvolva como merece, porque continuamos nos iludindo com
o óbvio.
Por enquanto não vejo
nenhum projeto pronto nem apontado para se resolver os problemas estruturais do
Município. Não vejo uma discussão aberta e propositiva para debater os
problemas de drenagem que podem deixar ruas e bairros alagados. Não vejo
nenhuma proposta relacionada ao esgotamento sanitário, a UPA e o tão propagado
Hospital Municipal, tem sido para a saúde uma frígida discussão que resumindo
em um ganhador (esse sim, será o grande premiado), voltaremos para a mesma
situação de décadas, que somente volta a ser debatida nos mesmos quadriênios.
Acordem! Seja de Raimundo,
Socorro, Aluízio, Valmir, Tião, Nunes..coloquem uma pedra no caminho de cada um
deles, porque o que precisamos não são problemas, precisamos de soluções. O que
precisamos não são barreiros cavados em tempo de eleição, carros equipados para
atender as pessoas em suas casas, consultas para resolver como paliativos, o
que precisamos são ações duradouras e constantes todo ano, são as nossas
unidades de saúde atendendo como o que preconiza o SUS, as escolas preparadas
como devem para iniciar o ano letivo, os salários dos servidores em dia, as
ruas pavimentadas para circular sem medo de cair em um buraco, o agricultor
tendo os seus subsídios garantidos, enfim, não vejo muito esses senhores com
essa preocupação.
Enquanto isso as fofocas
rolam soltam, e os debates mexeriqueiros tem sido mesmo o foco de quem é levado
para essas futilidades, induzidos pelos mestres das artimanhas.
Bem, são apenas conselhos
de alguém que se cansou de assistir por mais de 20 anos, um município que nunca
acelera e que vive sempre pisado no freio do atraso.
Mas se vocês, os
propagadores da mudança, querem cair no jogo dos políticos, bom apetite, pois o
prato que eles servem hoje para matar a fome de todos nós, não será o mesmo
prato que será servido, quando algum deles chegar ao poder.

Mas se querem
acreditar….
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