Investigação conclui que avião da Malaysian Airlines foi derrubado por míssil russo

13/10/2015 17h41
Os investigadores
internacionais concluíram que o voo MH17 foi derrubado em julho de 2014 por um
míssil BUK de fabricação russa disparado de uma área da região leste da Ucrânia
controlada pelos separatistas pró-Rússia, informa o jornal holandês Volkskrant.
A Agência Holandesa de
Segurança (OVV) divulgará nesta terça-feira o relatório final sobre as causas
da catástrofe que matou as 298 pessoas – dois terços delas holandesas – que
estavam a bordo do Boeing 777 da Malaysia Airlines.
O jornal holandês, que
cita três fontes da investigação que durou 15 meses, afirma que o avião, que
viajava entre Amsterdã e Kuala Lumpur, foi derrubado por míssil BUK terra-ar.
O relatório inclui mapas
do local da catástrofe, campos próximos à localidade ucraniana de Grabove, na
região de Donetsk, área da queda dos destroços do avião.
A zona, controlada
atualmente pelos rebeldes pró-Rússia, era cenário de combates entre as forças
de Kiev e os separatistas em julho de 2014.
A investigação refutou as
declarações de Moscou de que o avião foi derrubado por um míssil lançado pelas
tropas ucranianas, segundo o Volskrant.
A OVV, que coordenou uma
equipe internacional, destaca que sua missão não era determinar quem apertou o
gatilho, já que esta parte deverá ser elucidada por uma investigação penal
holandesa.
Mas duas fontes afirmaram
ao jornal holandês que que “os mísseis BUK são produzidos na Rússia”.

“É possível supor que
os rebeldes não seriam capazes de utilizar este tipo de artefato. Suspeito do
envolvimento de ex-oficiais militares russos”, disse uma das fontes ao
Volskrant.

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro