Ibope mostra que 55% não votariam em Lula nas eleições de 2018

26/10/2015 13h23
O número de eleitores que disseram que não votariam no
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de jeito nenhum na eleição presidencial
de 2018 passou de 33 por cento em maio de 2014 para 55 por cento agora, mas
seus adversários não ganharam terreno com isso, de acordo com pesquisa do Ibope
publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira.
E Lula ainda tem a maior taxa de eleitores que dizem que
votariam nele com certeza, com 23 por cento, apesar de uma queda de 10 pontos
em relação a maio do ano passado. Entre os possíveis adversários do
ex-presidente na disputa, também houve um aumento na rejeição do eleitorado.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado por Dilma
Rousseff na eleição presidencial do ano passado, teve alta de 42 por cento para
47 por cento no número de eleitores que disseram se recusar a votar nele.
A rejeição à ex-ministra Marina Silva, que também
disputou a eleição de 2014, foi de 31 por cento para 50 por cento, e ao senador
José Serra (PSDB-SP) de 47 por cento para 54 por cento.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o
ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tiveram rejeição de 52 por cento, segundo o
levantamento. Para eles, não há comparativo com o ano passado.
Para o levantamento, publicado pelo colunista José Roberto
de Toledo, o Ibope perguntou qual frase descreve melhor o que o eleitor pensa a
respeito de determinado político entre as seguintes opções: se votaria nele com
certeza para a Presidência, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum ou
se não o conhece o suficiente para opinar.
Entre os possíveis candidatos em que os eleitores
disseram que votariam com certeza, Aécio apareceu em segundo lugar, com 15 por
cento, seguido por Marina, com 11 por cento, Serra, com 8 por cento, Alckmin,
com 7 por cento, e Ciro, com 4 por cento.
Nesse levantamento, um mesmo eleitor pode dizer que
votaria com certeza em mais de um candidato ou que não votaria em nenhum deles,
por isso, as taxas não somam 100 por cento, de acordo com o Estadão.

A pesquisa foi realizada entre 17 e 21 de outubro.

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro