O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, deixa o Palácio da Alvorada, em meio ao surto da doença por coronavírus (COVID-19), em Brasília, Brasil, em 20 de abril de 2020. REUTERS / Ueslei Marcelino

Contas no Twitter supostamente pertencentes ao grupo hacker Anonymous Brasil publicaram ontem dados pessoais do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), familiares, ministros e aliados do governo federal.

Os filhos do chefe do Executivo Carlos, Eduardo e Flávio, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, tiveram seus dados divulgados pelo grupo. Além deles, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) foi atingido.

Às 12h08, o ministro usou o Twitter para confirmar a informação e disse que determinou à Polícia Federal “abertura de inquérito para investigar vazamento de informações pessoais do presidente JairBolsonaro, seus familiares e demais autoridades”.

O Anonymous foi criado em 2003. O grupo atua em outros países e ressurgiu no último domingo, após desdobramentos do caso de George Floyd, homem negro assassinado durante uma abordagem policial nos Estados Unidos. Em vídeo, a organização ameaça expor “muitos crimes” cometidos pela polícia em todo o mundo.

Quem teve dados expostos:

  • Jair Bolsonaro (sem partido), presidente da República
  • Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador
  • Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal Flávio Bolsonaro (Republicanos), senador
  • Abraham Weintraub, ministro da educação
  • Damares Alves, ministra da mulher,
  • Família e direitos humanos Douglas Garcia (PSL-SP), deputado estadual.

Quais dados foram expostos:

Informações como e-mails, telefones, endereços, perfil de crédito, renda, nomes de familiares e bens declarados.

Um dos perfis publicou imagens que alega retratarem a lista de bens declarados por Bolsonaro, com valor idêntico à declaração apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de R$ 2.286.779,48, e até uma suposta fatura de posto de gasolina em nome do presidente no valor de R$ 56.160,00, com data de fevereiro deste ano e endereço de cobrança no seu endereço residencial na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O número do CPF do presidente também foi exposto.

O que dizem os atingidos:

O vereador e filho do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) confirmou o vazamento. Ele atribuiu a culpa pela divulgação dos dados à “turma pró-democracia”.

“A turma “pró-democracia” vazou meus dados pessoais e de outros na internet. Após vermos violações do direito à livre expressão, agora ferem a privacidade. Sob a desculpa de “combater o mal”, justificam seus crimes e fazem justamente aquilo que nos acusam, mas nunca provam!”, postou no Twitter.

Douglas Garcia também se pronunciou e afirmou que vai fazer um Boletim de Ocorrência na polícia. “Anonymous Brasil, de forma criminosa, acaba de divulgar todos os meus dados nas redes sociais. Para que colocar os meus familiares em risco? Para que divulgar o endereço de minha casa? Os lugares em que trabalhei? Estou indo agora mesmo na delegacia fazer um boletim de ocorrência”, postou.

Com informações da Agência Estado e Uol