A data de 2 de agosto marca o 31º. aniversário da morte de Luiz Gonzaga do Nascimento, que ficou conhecido no Brasil como o Rei do Baião. Nascido na cidade pernambucana de Exu, no dia 13 de dezembro de 1912, Gonzagão orreu no dia 2 de agosto de 1989.

Considerado uma das mais completas, importantes e criativas figuras da música popular brasileira, ele cantava acompanhado da sanfona, zabumba e triângulo, instrumentos com os quais levou para todo o país a cultura musical do nordeste, como o baião, o xaxado, o xote e o forró pé de serra.

Este ano, devido o decreto de distanciamento social não terá aglomeração no Parque Asa Branca, localizado em Exu, Pernambuco, terra onde nasceu o Rei do Baião.

Todos os anos é celebrada a ‘Festa da Saudade do Gonzagão. As homenagens ao músico acontecem no Parque Aza Branca, local onde estão o acervo, o museu e o mausoléu do artista. De acordo com o presidente da organização não governamental (ONG) que administra o parque, Francisco Parente Júnior, as celebrações “este ano serão diferentes para podermos preservar vidas”.

De acordo com Junior Parente, o Rei do Baião Luiz Gonzaga vai ser celebrado em agosto pelos forrozeiros da banda Fulô de Mandacaru. O trio, além de prestar homenagem ao “Velho Lua”, que em agosto completa 31 anos de partida, vai cantar também para conseguir doações e ajudar o memorial erguido na cidade e que se encontra com problemas estruturais.

Um Missa em Ação de Graças também será celebrada de forma virtual no sábado, 01 de agosto, a partir das 17hs. Logo após a Missa haverá apresentação musical da Banda Fulo de Mandacaru, Flávio Leandro e Joquinha Gonzaga, sobrinho de Luiz Gonzaga.

Administrado pela ONG Aza Branca, o espaço recebe mais de 60 mil visitantes anualmente e segue sem faturamento há algum tempo, sem recursos para sua manutenção. O imóvel está, por exemplo, com o quarto do Rei do Baião interditado.

As principais fontes de receita do espaço são as vendas dos ingressos para o museu, que custam R$ 4, além da comercialização de artigos de couro como chapéus e sandálias.

Entretanto, em decorrência da pandemia, o espaço foi fechado e sem visitantes, zerou o faturamento do local, cujo valor para se manter aberto é em média de R$ 15 mil por mês. Os recursos arrecadados com o show virtual da Fulô de Mandacaru vão ser destinados para o espaço. 

(Redação redeGN)