terça-feira, outubro 19, 2021
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Governo quer recadastrar quem recebe auxílio-doença do INSS



Da Agência l Araripina em Foco

O governo vai passar um
pente-fino nos benefícios de quem ganha auxílio-doença há mais de dois anos. Há
suspeitas de irregularidades. De imediato, o governo diz
que não haverá mudança, mas as pessoas vão ser notificadas. Hoje, R$ 13 bilhões
são gastos com quem recebe o auxílio-doença há mais de dois anos. Depois de
dois meses de espera, Lucilene Diniz conseguiu o auxílio-doença. 
A cabeleireira
e manicure não consegue trabalhar por causa de uma inflamação no ombro. Saiu da
agência do INSS sabendo que vai ganhar o benefício por seis meses até se
recuperar. “É essencial para ajudar
na medicação, nos tratamentos, essas coisas todas, não é tudo, mas ajuda”, diz.
Um milhão e seiscentas mil
pessoas estão na mesma situação que Lucilene, sendo que 900 mil recebem o
benefício há mais de dois anos. É o caso de Durvalina Costa, trabalhadora em
serviços gerais, que já fez umas cincos perícias para garantir o auxílio. “Tenho os laudos, tem
ressonância comprovando que eu tenho problema de saúde”, afirma Durvalina.
O auxílio-doença é um
benefício pago pelo INSS ao trabalhador que está doente ou que sofreu algum
tipo de acidente. Para ganhar o auxílio, o beneficiário precisa comprovar que
está incapaz, ter pelos menos um ano de contribuição. Só fica isento disso quem
sofreu um acidente de trabalho ou está com alguma doença prevista em lei, como
câncer. O trabalhador deve estar afastado há pelo menos 15 dias corridos ou
intercalados dentro de 60 dias.
O governo gasta por ano R$
23 bilhões com o auxílio-doença, sendo que R$ 13 bilhões vão para pessoas que
recebem o benefício há mais de dois anos. E isso chamou a atenção do governo
porque há suspeita de fraudes. Agora, o Ministério do Planejamento quer fazer
um pente fino para saber quem realmente tem direito ao auxílio.É uma tentativa
de frear os gastos com o INSS e economizar.
“Seguramente nós teremos
uma surpresa altamente positiva, vamos ver bilhões serem reconduzidos ao
Tesouro Nacional”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.
O ministro do Planejamento
disse que os beneficiários que estão há mais de dois anos com o auxílio-doença
vão ser notificados até o fim do ano. Por enquanto, os benefícios não vão ser
cancelados.
“A mensagem que eu acho
importante é que as pessoas não se preocupem de imediato porque elas serão
notificadas e agendadas no momento adequado, sem atropelos”, garantiu o
ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Só reforçando o alerta do
governo, ninguém precisa sair correndo para os postos do INSS. O
recadastramento vai ser agendado.
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