O governo federal formalizou André Brandão como novo presidente do Banco do Brasil. A nomeação foi publicada na tarde desta 3ª feira (22/09), em edição extra do DOU (Diário Oficial da União).

O mesmo ato normativo informa a exoneração –termo técnico usado pelo serviço público sobre demissão – a pedido de Rubem Novaes do cargo de presidente da estatal financeira.

Em 1º de agosto, o Poder360 informou que o governo havia escolhido André Brandão para suceder Rubem Novaes na presidência do Banco do Brasil. O executivo presidia a operação do HSBC no país.

Em 24 de julho, o BB divulgou a informação de que Novaes havia pedido demissão ao ministro da Economia, Paulo Guedes, de quem é próximo.

Rubem Novaes defendia a privatização do Banco do Brasil. Mas a desestatização da instituição financeira não estava nos planos do presidente Jair Bolsonaro.

O presidente do Banco do Brasil tinha apoio do ministro Paulo Guedes, que na reunião ministerial de 22 de abril, chegou a dizer: “Tem que vender essa porra logo”.

O Banco do Brasil não é 100% estatal. Tem ações negociadas no mercado financeiro. Sua administração é delicada porque também envolve investidores privados.

Em entrevista à CNN Brasil, dias depois do pedido de demissão, Novaes disse que pretendia sair por não ter se adaptado à “cultura de compadrio, privilégios e corrupção de Brasília”.

Ele também disse que o Banco do Brasil precisa de uma pessoa jovem e engajada com a inovação do mercado.

Em 2015, Brandão falou em CPI do Senado. A investigação foi provocada pelo caso SwissLeaks-HSBC, investigação do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos).

Tratava-se de irregularidades em transações financeiras abrigadas por agência do banco em Genebra, na Suíça. O Brasil foi 1 dos países com mais clientes citados.

Poder 360 / Imagem: Reprodução