Governo do Estado responsabiliza gestão Dilma por obras paradas em Pernambuco

03/06/2015 14h26
Terceira reunião da Comissão do PAC ouviu secretários executivos e dirigentes de pastas e empresas do Estado / Jarbas Araújo/Alepe
Com a totalidade das
médias e grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de
Pernambuco paradas gradualmente a partir de meados de 2014, o governo estadual responsabilizou,
ontem terça-feira (2), de forma direta, a gestão da presidente Dilma Rousseff
(PT) pelos atrasos e paralisações nos projetos de abastecimento, barragens,
saneamento, corredores de BRTs e navegabilidade conveniados entre a União e o
Estado.
A atribuição da culpa ao
governo federal foi feita por secretários executivos e dirigentes das áreas de
Cidades, Desenvolvimento Econômico, Recursos Hídricos, Habitação, Compesa e
Suape do governo Paulo Câmara (PSB), na reunião da Comissão Especial do PAC,
criada pela Assembleia Legislativa para investigar obras paradas no Estado. Os
secretários revelaram valores dos contratos e percentuais de execução das obras
paradas.
Diante dos deputados da
Comissão do PAC, o governo estadual admitiu a responsabilidade apenas pela
paralisação em dezembro de 2014 (a obra está sendo retomada agora) de Serro
Azul, em Palmares, Mata Sul, a maior barragem de um complexo para conter
enchentes. A União repassou o total de seus 50% (R$ 200 milhões), mas o Estado
não teve caixa para dar continuidade à obra.
“Serro Azul foi de fato
recursos do Estado, as demais (obras) foi falta de recursos da União. O motivo
hoje das paralisações é que faltam recursos da União”, repetiu o secretário
executivo de Recursos Hídricos, Almir Cirilo.
Em meio a valores e
percentuais de execução de obras nas diversas áreas, a oposição contestou
dados, sugeriu que o formato era uma manobra do governo para confundir a
comissão e pediu reuniões por temas específicos a partir de agora, o que foi
aceito pelo presidente Miguel Coelho (PSB).

“Tudo que ocorre no Estado
agora é culpa do governo federal. Faltam recursos, mas há falhas de projetos e
questões ambientais que param obras”, rebateu o líder da oposição, Sílvio Costa
Filho (PTB). “Peço o engajamento da oposição para liberarmos recursos para
essas obras”, apelou o vice-líder do governo, Lucas Ramos (PSB).
JcOnline

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Allyne Ribeiro