Exclusivo: Um dos maiores peritos do País se dispõe a ajudar nas investigações do Caso Beatriz

17/03/2016 19h07
Perito teve participação
no caso Isabela Nardoni
”.

De forma exclusiva um dos
maiores peritos do país George Sanguinetti teve acesso a alguns dados sobre o
Caso Beatriz e conversou com a equipe do blog do Edenenaldo Alves.

Sanguinetti tem
participação no caso Bruno, da Procuradora de Justiça Piovanni, do caso PC
Farias e de casos no exterior que não podem ser citados, pois estão sob
judicie.

No caso Isabela Nardoni,
garota morta em 2008, o Código de Processo Penal do Brasil assegura que
qualquer acusado tem direito a melhor defesa. O perito relata de forma
exclusiva “que não houve esganadura, as fraturas que resultaram
da queda do sexto andar, não decorreu do pai a jogando no solo, no interior do
apartamento e a madrasta não a agrediu no carro com chave sextavada, pois o
sangramento foi latero- lateral
”, ou seja aconteceu na parte lateral do corpo
da criança. “Se fosse no carro, pela lei da gravidade seria descendente”,
explicou.
O Especialista em medicina
legal (medico legista); especialista em criminalística (perito criminal) relata
o seu interesse em participar do Caso Beatriz e revela pontos que são
fundamentais para o andamento das investigações e questões jamais observadas
sobre o crime.
Em seu texto, Sanguinetti diz que, se o caso estiver sendo
esclarecido, não há necessidade de sua contribuição, mas “se for esperar meses
por nada, é melhor para a Justiça permitir o seu acesso ao andamento do
processo”. Confira:

Qual
o resultado das investigações policiais. Quem matou a menor Beatriz? Qual o
motivo do crime hediondo? Por que foram desferidas quarenta e duas (42) facadas
na criança? Como foi possível esta ocorrência, no interior do colégio, durante
uma festa, com os pais, familiares, professores, amigos, presentes? Como
Beatriz acompanhou ou se deixou levar, para o depósito de material esportivo
desativado? Como o autor ou autores sabiam da existência do depósito isolado? Qual
a rota de fuga e a evasão, ensanguentados, as vestes, mãos, braços, sem chamar
a atenção? Como sabiam que não seriam percebidos por câmeras de segurança? A
quem interessava ferir, agredir tanto aos pais? Quem lucraria com a morte?
Ao
tomar conhecimento da entrevista coletiva, por parte da autoridade policial,
faço as perguntas acima, que necessitam de respostas há mais de noventa dias.

Ofereço
para reflexão da autoridade:

1. Analisando mais de doze
(12) fotografias da cena da morte violenta, observo manchas de sangue
compatíveis com pegadas, próxima da vítima. Eram de sapato? Solado de couro ou
borracha? Alguma particularidade? Eram de sandálias? Qual o tamanho do pé?
2.O corpo encontrava-se em
decúbito lateral direito; com tamanha brutalidade forma um ângulo semelhante a
noventa (90) graus. Observa-se rotação no membro, inferior direito compatível
com luxação da articulação coxofemoral. Consequência da força viva dos golpes
ou evidência de pancadas por ação direta? Havia equimoses ou hematomas em locais
não atingidos pela arma branca que a feriu? Chama atenção a articulação
antebraço-mão direita, em ângulo de noventa grau. Transportando a contribuição
das fotografias para computação gráfica, há evidência de luxação ou fratura.
Decorreu de ação direta, pancadas, ou acomodação final do corpo?
3. Foi divulgado que a
polícia tinha obtido DNA. Só se for da vítima. Para ser do agressor ou
agressores, só se tivessem sofrido ferimentos pela faca, ao desferir os golpes.
Mesmo que obtidos de cabelos (pelos), quer do folículo piloso ou mitocondrial,
teria que se estabelecer nexo de causalidade.

Pedi acesso ao Promotor,
dos laudos periciais. Se o caso estiver sendo esclarecido, não há necessidade
de minha contribuição. Se for esperar meses por nada, é melhor para a Justiça
permitir o acesso, para mim e para Professores de Medicina Legal e
Criminalística que se dispuserem a ajudar.

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro