Exclusivas da ISTO É – Precedente indevido

03/07/2016 00h35

Decisão do ministro Dias
Toffoli de soltar Paulo Bernardo abre um atalho perigoso que pode favorecer
políticos habituados à impunidade e ameaçar a Lava Jato

Levada a cabo na
quarta-feira 29, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias
Toffoli, de livrar da prisão preventiva o petista Paulo Bernardo, ex-ministro
de Lula e Dilma Rousseff, significa muito mais do que conceder a liberdade,
depois de apenas seis dias de detenção, a um acusado de participar de um
esquema de desvios de R$ 100 milhões – como se isso já não fosse um acinte à
sociedade. A medida monocrática, além de atropelar instâncias como o TRF de São
Paulo e STJ, pode abrir um precedente perigoso para as grandes operações como
Lava Jato, Zelotes e Acrônimo e para a Justiça brasileira como um todo. O temor
de juristas e investigadores é de que a atitude do ministro possa deflagrar uma
reação em cadeia que comece a retirar de trás das grades figuras-chave de
esquemas de corrupção. Leia mais >>>

Sobre o Autor

Allyne Ribeiro