quarta-feira, outubro 20, 2021
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Enquanto isso… Para que serve a honestidade de Dilma e Lula?

Munidos de autocritérios,
Dilma e Lula se consideram as pessoas mais probas que já conheceram. Em maio,
Dilma discursou: “Falam que eu sou uma pessoa dura. Eu não sou uma pessoa dura
não. Eu sou honesta, é diferente!” Em janeiro, Lula já havia se jactado: “Se
tem uma coisa de que me orgulho é que não tem, nesse país, uma viva alma mais
honesta do que eu.” O depoimento de Otávio Marques de Azevedo, mandachuva da
Andrade Gutierrez, ao juiz Sérgio Moro suscitou uma indagação singela: para que
serve a honestidade de Dilma e Lula?
Qualquer pessoa é capaz de
testemunhar o conceito extraordinário que faz de si mesma. Nada mais humano. No
entanto, com todo o respeito ao direito de Dilma e Lula de se autoelogiar, o
que sobra no final é um conjunto de fatos. E os fatos transformam a honestidade
presumida da dupla numa ficção que ajuda a explicar a realidade brasileira —uma
realidade marcada por governos corruptos presididos por pessoas presunçosas.
Otávio Azevedo repetiu
para Moro o que dissera em delação para a força-tarefa da Lava Jato: em 2008, o
grão-petista Ricardo Berzoini, então presidente do PT, pediu propina de 1%
sobre todas as obras federais tocadas pela Andrade Gutierrez nos governos
petistas — obras do passado, do presente e do futuro. Participaram da conversa
Paulo Ferreira, então tesoureiro do PT, e João Vaccari Neto, que assumiria
depois a gestão das arcas petistas. Embora considerasse as propinas como mero
“custo comercial”, incluído no preço final dos empreendimentos, o executivo da
construtora espantou-se.

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