Uma manifestação cultural do nordeste já começa a ganhar cores e sons pelas ruas de Araripina no Sertão Pernambucano. Esse ano mais uma vez crianças, jovens e adultos saem às ruas do município para manter viva uma tradição que há anos faz parte do cenário que antecede a semana santa.

Com a pandemia do coronavírus, muitas atividades tiveram que parar devido o avanço de contaminações pelo vírus, porém, alguns eventos culturais continuam a acontecer normalmente. Apesar da pressão feita pelas autoridades de saúde e de segurança para que não ocorra tais atos públicos, tudo indica que esse ano um destes eventos irá acontecer. Se depender dos caretas teremos sim as apresentações nos circos onde acontecem chicoteadas nos participantes que se arriscam para pegar uma galinha ou alimento colocado dentro de um espaço enfeitado com palhas e cercado com varas de cipó. Foi o que ocorreu no ano passado e que possivelmente se repetirá esse ano. Entretanto, percebesse que tais manifestações perderam muitos de seus participantes e o número de enfrentantes ficou reduzida. Por tanto, tudo indica que serão apresentações isoladas e menores do que nos anos de ouro antes do surgimento do covid-19.

Até abril ainda há muito chão para ser pisado pelos caretas. Eles já começaram a recolher os alimentos que serão colocados nos circos. Com vestimentas divertidas e máscaras assustadoras, os organizadores enfrentam a pandemia mesmo num momento em que se fala em segunda onda de contaminações. Em um tempo tão difícil a tradição ainda permanecesse viva em meio a tantos mortos que já não podem brincar ou assistir a uma apresentação na sexta-feira da paixão. Uma realidade que esse assusta por não parecer ter fim aliado ao desejo de manter viva a manifestação artística típica do nordeste.

Já a população que está há um ano convivendo com o vírus, a recomendação é não comparecer a esses eventos, porém, sabemos que uma parte dos comunitários irão sim assistir esses caretas. Muitos ficarão de longe e observando as brincadeiras para não perder o momento que só ocorre anualmente. Sobre isso a orientação é o uso da máscara e do álcool em gel e se manter afastado um metro de cada pessoa. Se os organizadores dos circos seguirem as instruções das autoridades de saúde é possível que aconteça de fato todo o planejado por eles, mas enquanto isso fica a interrogação e opinião de quem é a favor ou contra o evento acontecer.

Redação AF News / Imagem: Reprodução