A corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco já começou, mesmo faltando pouco mais de um ano e meio para acontecer. A pergunta é: Como vai ficar o Sertão do Araripe nas representações por deputados estaduais?

Atualmente a região que cobre 10 cidades tem dois representantes, o deputado estadual Antonio Fernando (PSC) que é da cidade de Ouricuri, onde concentra seu maior número de votos e a deputada estadual Roberta Arraes (PP) que é de Araripina, cidade onde ela obteve maioria de seus votos.

Disputa entre governistas

Antonio Fernando e Roberta Arraes vão disputar espaço dentro da base do governo. Paulo Câmara terá que escolher quem irá apadrinhar na campanha de 2022 no Sertão do Araripe ou ainda pode ser possível surgir outro candidato dentro do grupo socialista que queira disputar como é o caso do médico Aluísio Coelho que também é do PSC.

Socorro Pimentel

Para tornar a disputa ainda mais acirrada e competitiva ainda temos a candidatura da ex-deputada e primeira dama de Araripina Socorro Pimentel na qual obteve uma votação expressiva maior do que a dos dois candidatos da base governista, foram 34.675 apoios dos eleitores em várias localidades e em especial no Sertão do Araripe. Atualmente a ex-deputada desenvolve o seu trabalho na medicina e tem participação ativa na gestão do prefeito Raimundo Pimentel. Por enquanto temos esses quatro principais nomes sendo que três já são confirmados na disputa por uma cadeira na ALEPE.

O que podemos afirmar é que os palanques já começam a ser montados mesmo que haja uma negativa sobre essa possibilidade, mesmo em tempo de pandemia, as estratégias já estão sendo elaboradas internamente e logo saberemos as decisões que serão tomadas pelos candidatos. Cabe ressaltar também que o modelo de atuação adotado pelos postulantes será parecido com o pleito das eleições municipais, as lives e o uso da internet será um recurso que ajudará e muito na propagação das ideias e da imagem dos candidatos. Será mais uma eleição atípica e marcada pelo trauma deixado pelo coronavírus.

Coligações

Outra barreira que surgiu com a reforma política é perca de validade das coligações proporcionais, os partidos terão que se virar para arrumar votos suficientes para eleger seus candidatos, já que agora os votos de um candidato de um partido oposto não serve para puxar mais ninguém de outra sigla diferente da chapa montada isoladamente. Enquanto isso, estamos na expectativa para os próximos capítulos da corrida eleitoral de 2022.

Será que a Região do Araripe elege três deputados?

Política| Fabrício Feitosa| Foto: AF