Eduardo não acredita que Governo patrocine espionagem

Por - 15/06/2013
           EXCLUSIVO
Falei, há pouco, com o governador Eduardo Campos (PSB) sobre a reportagem da revista Veja, a qual informa que quatro agentes da ABIN haviam sido presos sob a acusação de espionar a sua vida. Eduardo disse tratar-se do mesmo episódio levantando pelo jornal o Estado de São Paulo, há 40 dias.
Nele, arapongas da ABIN teriam sido identificados no Porto de Suape na semana em que havia ameaça de deflagração de uma greve nos portos. “Não li ainda a matéria, mas pelo que soube o fato novo é que os quatro espiões foram identificados e a revista traz o nome deles”, disse o governador.
Mas Eduardo, cauteloso, não quis fazer julgamentos precipitados e conclusões açodadas. Para ele, esses agentes da ABIN podem até ter sido contratados por uma empresa particular, com negócios e interesses em Suape. “Espiões da ABIN também fazem serviços particulares. O Governo pode não ter nenhuma ingerência sobre isso”, advertiu.
Para o governador, o que existe de fato é que quatro espiões da ABIN entraram em território pernambucano sem autorização, num trabalho secreto, sem que isso possa ter qualquer conotação política. “Não acredito, sinceramente, que eles tinham vindo espionar a minha vida”, afirmou.
E acrescentou: “Minha vida é pública, todos os meus atos são públicos, minha agenda é do conhecimento público todos os dias. O que faço é aberto, transparente. Presto contas a sociedade da minha vida pública”.
Mesmo assim, o governador disse que vai se informar melhor para se aprofundar no assunto, reiterando que está absolutamente tranquilo de que dificilmente o Governo ou alguém a serviço do Governo esteja patrocinando qualquer tipo de investigação em torno dos seus atos e da sua vida.