quarta-feira, outubro 20, 2021
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E A PARADISE? PAROU? NÃO SERIA A HORA DO MPF APARECER E TRANSFORMAR A AÇÃO NUMA OPERAÇÃO TURBULENTA? OU O PREFEITO TINHA RAZÃO QUANDO CONSIDEROU A DENÚNCIA VAZIA?

O prefeito de Araripina,
Alexandre Arraes, afimou através de nota divulgada pela assessoria de
comunicação, que considera a denúncia vazia e se colocou à disposição dos
órgãos que realizam a investigação.

A polícia Federal (PF)
divulgou o balanço da operação ‘Paradise’, que desarticulou na última
quinta-feira (7) uma associação criminosa na administração municipal de
Araripina (PE), no Sertão do Araripe. A operação, iniciada em 2013, foi
deflagrada com 23 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão
temporária na prefeitura da cidade, comandada por Alexandre Arraes (PSB).
As investigações revelaram
crimes como fraudes em licitações e desvios de recursos públicos, que deveriam
ter sido utilizados na construção de escolas, creches e quadras poliesportivas
no município com verbas oriundas do Ministério da Educação. Entre os suspeitos
no esquema estão Paulo e Ricardo Arraes, irmãos do prefeito.
Confira a nota na íntegra:
A Polícia Federal, por
meio da Delegacia de Salgueiro, e a Controladoria Geral da União, regional de
Pernambuco, deflagraram na manhã desta quinta-feira  075, a operação Paradise. O objetivo da
ação é debelar uma associação criminosa, uma verdadeira quadrilha que se
instalou na Prefeitura de Araripina desde a posse do prefeito Alexandre Arraes.
As investigações revelaram desvios de recursos públicos, que deveriam ter sido
utilizados na construção de escolas, creches e quadras poliesportivas no
município de Araripina/PE com verbas oriundas do Ministério da Educação.
O nome da operação é uma
alusão a um loteamento fechado, denominado Paraíso, que um dos investigados
está construindo na cidade de Araripina.
As investigações se
iniciaram em 2013 e revelaram que há um ajuste, um acordo entre os licitantes
para fraudar as licitações, uma vez que pela análise dos quadros societários
das empresas licitantes e vencedoras, há empregados domésticos e parentes dos
principais envolvidos nos quadros societários. Igualmente, foi verificada a
concessão de descontos padrões nas ofertas realizadas, típico de quem não está
realmente disputando, “brigando” para vencer a licitação.
Após a licitação, com a
assinatura do contrato, não é a empresa vencedora que executa a obra, mas sim
as empresas de Paulo Arraes e de Ricardo Arraes (irmãos do prefeito de
Araripina) que executam as obras. Não há pagamento dos encargos sociais (não há
recolhimento do INSS e do FGTS); as obras se protraem no tempo, no intuito de
se conseguir mais e mais aditivos contratuais, sempre com a intenção de lucrar
mais. Serviços não são executados, porém são pagos; algumas vezes pagos em
duplicidade. Os engenheiros da prefeitura inserem dados falsos (fotografias e
atestes de medições nos sistemas do FNDE) – tudo para liberar os recursos
federais.
Foram cumpridos mandados
nas cidades de AraripinaPE, Juazeiro do NorteCE, AssaréCE e JaicósPI. Ao
todo, mais de duzentos policiais federais e fiscais da CGU participaram da
operação. Os presos foram conduzidos para a delegacia de Polícia Federal em Salgueiro,
a fim de serem interrogados em sede de inquérito policial.

(fonte: Diário de PE) – Matéria produzida por Everaldo Paixão 
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