DILMA VIVE PIOR MOMENTO E REVÊ ABORDAGENS POLÍTICA E ECONÔMICA

Por - 13/06/2013

A presidente Dilma Rousseff, no pior momento de seu governo encurralada por uma economia fraca e ressentimentos na base aliada, terá que adotar um tom ainda mais conservador na política econômica e desencantar as promessas de maior interlocução com os partidos que a apoiam.
Diante de um cenário em que os obstáculos à sua frente parecem se avolumar, o governo Dilma já começou a trilhar um caminho mais ortodoxo na política econômica, embora analistas afirmem que um aperto fiscal ainda é o elo perdido no conjunto de medidas adotadas nas últimas semanas.
No Congresso –terreno pantanoso para a presidente desde sua posse–, o governo tem buscado alterar parte do receituário adotado desde janeiro de 2011, quando a presidente tomou posse. Mas como Dilma acenou com mudanças na relação com os aliados em outros momentos, deputados e senadores ainda estão escaldados se novamente não estão diante de uma promessa vazia.

Parte da mudança passa por aumentar o ritmo de liberação de emendas parlamentares, negociar previamente com as lideranças temas mais espinhosos e ampliar a dose de carinho com os aliados, levando-os em viagens e inaugurações pelo país, repartindo parte do capital político de Dilma. “Esse é o pior momento do governo. Se você pegar o bloco dos oito anos do governo Lula e dos dois anos e meio do governo dela, pior do que esse momento só mesmo aquele processo do mensalão”, disse à Reuters o cientista político Carlos Melo, do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa).